quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Bloco Mistura Fina define programação


Notícia via ZEKATRACA

No dia 31 de dezembro de 1983, sambistas como Bainha, Silvio Santos, Oscar, Zé Baixinho, o saudoso Babá, Manelão e tantos outros, fazendo aquela roda de samba inesquecível, mas que ainda é possível encontrar no berço do samba do bairro Santa Bárbara, ladeados por engenheiros, técnicos entre outros operários que vieram para trabalhar na construção da usina da Hidrelétrica de Samuel, que faziam daquele momento, longe de casa, o seu réveillon.

Concentrados no Bar do Casemiro, que se localizava na Joaquim Nabuco com Almirante Barroso, dão início à história do verdadeiro e único Bloco de Sujos de Porto Velho, que depois passou a sair do bar do Antônio Chulé. A festa continua numa verdadeira “Mistura Fina”, é o momento de união e congregação do samba e dos sambistas de Porto Velho.

Como diz a marchinha do Waldison e Mávilo (feita para o tradicional Bloco): “... Seja na Joaquim com Almirante, Seja na Bolívia com Joaquim, quando chega o final do ano o nosso Carnaval começa assim: A gente se reúne pra sair lá da esquina no Bloco Mistura Fina...”

Ou como diz o Tatá: “...Por favor não confunda o pó. O pó do Bloco mistura Fina...”

Nesta quarta-feira (29), a partir das 18h00 horas na rua Bolívia entre Brasília e Joaquim Nabuco, a turma se reúne para organizar o repertório, vá lá, dê a sua contribuição, para organizar o “ensaio” do bloco Mistura Fina.

O Bloco se concentra dia 31, a partir das 13h00, na Rua Bolívia, entre Joaquim Nabuco eBrasília. Saída às 17h00 com o seguinte trajeto: Joaquim Nabuco; Almirante Mal. Deodoro; Almirante Barroso; Brasília, 7 de Setembro, Nações Unidas,Tenreiro Aranha; Carlos Gomes;  Bolívia (dispersão).

Uma coisa é certa, você indo ao Bloco, Terá muita história pra contar! Prestigie!!! (Fonte: Silvia Pinheiro)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

DIZ A LENDA - MEU CARO POETA

Por: Beto Ramos


Meu caro poeta.
Aqui na margem direita do Madeira, estamos chegando ao fim de mais um ano.
Vem chegando o natal.
Este foi um ano maravilhoso para todos nós.

A nossa querida “A Fina Flor do Samba” cresceu.
Como uma árvore do bem, deu muitos frutos.
Nós cantamos a nossa aldeia.
Quando fecho os olhos como você, vejo estes frutos do bem com nomes de Basinho, Oscar, Karatê, Sérgio Ramos, Walber, Ênio Melo, Coimbra, Cristóvão, Cabeça do Mocambo, João Carteiro, Hudson, Audízio, Assis do Areal, Wilian, Zé Áureo, Sílvio, Bainha e tantos outros que plantaram esta semente que hoje dá frutos do bem.
Meu caro poeta.
Não sei lhe dizer se sou fruto bom ou ruim.
Apenas sei que quando muitos desejam deixar de adubar ou molhar esta árvore, busco um galho de cuieira para dar um susto nestes que ficam na sombra de nossa árvore do bem e ainda desejam podá-la.
Não poderíamos esquecer nossas pastoras.
Erenir, Rosimere, Ana, Maria, Beth, Úrsula, Alda, Kinha, Rosa e muitas outras que apóiam com seus sorrisos e aplausos o samba das sextas feira.
Aconteceram alguns momentos de turbulências.
Muito normal quando as coisas começam a crescer e talvez incomodem alguns desavisados que não compreendem o quanto este projeto simboliza nossa cidade.
Não sou de palavras bonitas.
Mas, como diz o Basinho, Beto Ramos que palavras são aquelas?
Palavras meu amigo Antônio Serpa do Amaral, apenas palavras.
Estes frutos de nossa árvore já estão começando a levar sementes para outros terrenos férteis do nosso querido Porto do velho Pimentel.
Meu caro poeta.
Quem me ver sorrir não há de me ver chorar.
Talvez alguns motivos nos fizessem tristes.
Mas, nós somos maiores que as picuinhas.
Somos maiores que a falta de apoio em alguns momentos.
O que nós fazemos por Porto Velho, são poucos que fazem.
Vem à chuva, e nós estamos lá.
Chega o calor e nós estamos firmes.
Em alguns momentos chegam aos nossos ouvidos um som da terra.
Som que muitas vezes da pra rachar até as paredes do Mercado Cultural.
E nós sempre estamos lá.
Só não podemos ser maiores que o nosso público.
A população aprovou o nosso evento.
E todo mundo sabe disso.
Acredito que até o nosso Prefeito já tenha ouvido falar do espelho que é nossa “A Fina Flor do Samba”.
Meu caro poeta.
Talvez eu seja um fruto de sabor amargo.
Mas, jamais poderia me curvar diante do desrespeito que em certos momentos assola os nossos frutos do bem.
Somos beradeiros.
Bebemos água do Rio Madeira.
Somos iguais e muitas vezes desiguais com os mesmos propósitos de valorizar a nossa história.
Que a nossa árvore do bem continue a florescer.
Que o nosso samba que também é um pagode do bem nunca morra.
Que em dois mil e onze todos os nossos sonhos se realizem.
Que o mundo seja melhor.
Que A Fina Flor do Samba continue trazendo brilho ao nosso centro histórico.
Que a nossa prosa seja sempre sincera.
Que a nossa terra de chão batido sempre seja o nosso caminho.
Que todos os dias possam amanhecer no Mocambo.
Que jamais volte o tempo dos Generais.
Que possamos ter a inspiração da época da Favela.
Que Porto Velho sempre seja o nosso dengo.
Que todos possamos sofrer por amor.
Sofrendo por amor podemos compor e fazer versos.
Que os nossos nomes não sejam gravados tão cedo nas cadeiras do Mercado Cultural.
Que o nosso céu sempre seja uma moldura para alegrar o nosso povo.
Que as nossas amizades nunca se acabem.
Meu caro poeta.
A margem direita do Madeira é poesia para quem ama esta terra.
Vamos passar a toa no bar do Zizi e fazer amigos.
O mundo fica mais bonito com poesia.
Vamos cantar Porto Velho.
Vamos cantar o Brasil.
Vamos ouvir a canção que certo menestrel fez para os projetos do Mercado Cultural.
Vamos agradecer a todos os convidados que prestigiaram o nosso projeto neste ano que termina.
Quando o Tatá está é só dizer obrigado, e ele sempre está!
Vamos agradecer ao Pirarublue por nos brindar com cem anos do nascimento de Noel Rosa.
Não Poderíamos esquecer a ADUNIR.
Também o Zecatraka.
D. Vera e Almira.
Vamos agradecer a louca de pedra que beijou o diz a lenda.
Vamos agradecer a Porto Velho pela inspiração para sempre fazer os melhores versos para esta musa dos nossos sonhos.
Meu caro poeta.
Que todos os dias sejam felizes e não só no natal ou entrada de ano novo.
E NÃO SE FALA MAIS NISSO!

Diz a lenda!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Carlos Guery na Seresta Cultural


O nosso amigo Heitor Almeida sempre possui uma carta na manga.
A Seresta Cultural da quinta feira 23/12 apresentará Carlos Guery.
Será o lançamento do CD deste grande músico de terra nas margens do Madeira.
Estaremos prestigiando o evento.
Diz a lenda!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cancelado

A apresentação da Banda Los Dinos, que estava programada para sexta feira 23/12 no Projeto Seresta Cultural Foi cancelada. Fica o desejo de um feliz natal e um próspero ano novo de toda a Banda para a população de Porto Velho.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Governo limita dinheiro público em festas

Após denúncias de mau uso do dinheiro público, o Ministério do Turismo decidiu restringir a destinação de recursos a prefeituras e organizações não-governamentais (ONGs) para a realização de festas e eventos. Uma portaria publicada esta semana no Diário Oficial da União reduz até à metade o valor máximo a ser repassado a cada município e antecipa em 20 dias a proibição do repasse de recursos públicos a entidades indicadas por parlamentares para a promoção de festejos e congressos.
As novidades estão previstas na Portaria 88/10, assinada pelo ministro do Turismo, Luiz Barretto. De acordo com o texto, publicado na segunda-feira passada (13), municípios acima de 50 mil habitantes só poderão receber até R$ 600 mil por ano para a promoção de eventos de atração turística. Até a semana passada, esse teto era de R$ 1,2 milhão, valor que poderia ser rateado por até quatro congressistas, desde que a emenda de cada um não ultrapassasse R$ 300 mil. A nova regra limita esse “rateio” a dois parlamentares.

A redução também vale para cidades menores. Municípios com até 20 mil habitantes não poderão receber mais que R$ 100 mil por ano do governo federal para realizar festas e eventos. Esse teto era, até então, de R$ 200 mil. Para os municípios entre 20 mil e 50 mil habitantes, os convênios ficam limitados a R$ 300 mil. O limite, anteriormente, era de R$ 400 mil anuais.

A portaria elimina a possibilidade de repasse para ONGs. Até então, cada entidade podia receber por ano R$ 1,8 milhão por meio de convênio para a realização de eventos de apelo turístico. Prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para começar a valer a partir de 1º de janeiro de 2011, a proibição da transferência de dinheiro para institutos foi antecipada para restringir a liberação de dinheiro público para festas de natal, réveillon e carnaval, promovidas por entidades do chamado terceiro setor, algumas das quais alvos de denúncias nos últimos dias.

Com a antecipação, além de evitar o repasse para festas de final de ano, o governo espera impedir que o dinheiro prometido (empenhado) nos últimos dias de 2010 seja transferido a associações e escolas de samba, por exemplo, numa burla à LDO. O outro objetivo é destinar mais recursos para obras de infraestrutura, consideradas mais importantes que festividades na política pública do Ministério de Turismo.

A portaria ainda aumenta prazo para ONGs e prefeituras corrigirem irregularidades detectadas no plano de trabalho dos eventos – feito antes de tudo começar. Antes, o beneficiário tinha 72 horas para resolver isso. Agora, terá 15 dias a partir data da vigência do convênio.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Diz a lenda - Palavras ao vento

Por: Beto Ramos


Um dia busquei me fazer poeta.
Poeta, jamais!
Quando adolescente, lia e relia os sonetos de Alphonsus Guimarães, conhecido como o solitário de Mariana.
Como sonhei ser Alphonsus Guimarães.
Veio o período da rebeldia.
Época da poesia marginal.
Com prosas cheias de contestação.
Foram os melhores dias de minha vida.
Amigos cheios de criatividade.
Pintores, poetas, futuros músicos, dançarinos, cartunistas e todos loucos como eu.
Era tempo de recitar poemas nas ruas, nas praças e principalmente nos bares da vida.
Nunca gostei de métrica ou textos muitos cheios de palavras difíceis ou cem por cento perfeitinhos para os críticos de plantão.
Existiu o período em que fui Duck Blue, o pato azul.
E meu pai não acreditava, pois nem mesmo sabia quem era o filho que escrevia desvairadamente.
Mas, a solidão sempre foi minha inspiração.
Taciturno por natureza, sempre gostei de ler os grandes clássicos da literatura.
Músicas andinas sempre estiveram no meu caminho.
Um dia busquei me fazer poeta.
Mas, a vida é uma poesia.
Nunca possui boas roupas.
Nunca calcei os melhores sapatos.
Nem mesmo morei ou moro nas melhores casas.
Mas, a palavra sempre me acompanhou.
A palavra sempre foi o meu sonho ou minha realidade.
Sem algumas referências, segui meu caminho.
Descobri o amor bem cedo.
Talvez por uma necessidade, ou pela falta em alguns momentos de meu velho e querido pai.
Por amar demais, talvez tenha perdido muitas oportunidades de sucesso.
As favas o sucesso.
Viver é amar.
Amar sempre.
Com toda a força do coração.
Hoje, sem a mulher que é o grande amor da minha vida, seria um ser vazio de amor.
O amor é para ser compartilhado com versos e palavras, gestos e afagos.
O amor não precisa de dinheiro.
O amor precisa de verdade.
A verdade não possui preço.
Hoje, vejo a vida passar diante de mim, com todos os resultados das metas que tracei há muito tempo.
E ela, a vida, passa sorrindo.
Hoje lembrei de Alphonsus Guimarães.
Talvez os atalhos não sejam os caminhos.
A poesia precisa ser pura.
Quando a poesia passa a ser motivos de debates, precisamos debatê-la.
O que não podemos deixar morrer é a rebeldia que existe dentro de todos nós.
E ela existe.
A cada texto que todos nós fazemos, existe um pouco dos cabelos grandes, cheiro da madrugada, nostalgia das roupas esquisitas.
Precisamos sempre parar e lembrar que ontem fomos iguais aos nossos filhos, netos e todos estes poetas de rua que existem por ai.
Fazer poesia não é publicar livros.
Poesia poderia ser qualquer palavra escrita ou falada.
Quando minha filha recita um poema todo certinho, fico comovido, pois ela vai ser o um verso com métrica e linhas sem erros de português como os meus.
Que saudade da minha calça Us Top toda rasgada.
Que saudade do meu caderninho de anotações, que nunca precisou de mouse ou internet.
Assim como o velho poeta fecha os olhos, fecho os meus e vou ao encontro de tantas linhas que escrevi nas madrugadas de minha querida Porto Velho.
Linhas que ficam nas marcas do rosto.
Eu vi o poeta chorando.
Ele pensou que não vi.
Mas, o poeta ficou em silêncio.
Foi ai que lembrei de Alphonsus Guimarães.
Os poetas são todos iguais.
Os poetas são de todas as cidades.
Um dia busquei me fazer poeta.
Poeta, jamais!

Diz a lenda

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SESC REALIZA UM CITY TOUR NATALINO

SESC realiza pela cidade de Porto Velho um City Natalino. O projeto solidário City Tour Natalino é voltado para público infantil na intenção de mostrar os pontos decorados da cidade de Porto Velho. A versão 2010 ganhou o nome todo especial “Ônibus da Alegria” que conta com a participação da equipe de animação do Turismo Social.

Serão dois dias de city tour, nos principais pontos de decoração natalina, passando pela Estrada de Ferro Madeira Mamoré, Jorge Teixeira, Carlos Gomes, Praça das Caixas D'água, Mercado Cultural, Palácio do Governo encerrando seu passei na Catedral e Prefeitura, onde terá apresentação dos anjos Rafael e Gabriel, que através de uma performance teatral passarão uma mensagem de fim de ano às crianças.

O passeio que dura em média de 01h está marcado para acontecer nos dias 17 e 18 de dezembro com saídas às 18h30min, 19h30min e 20h30min em frente do SESC Escola. O projeto que tem como a o principal objetivo mostrar as crianças os pontos turísticos da cidade também trabalha com o social, pois as inscrições para este passei cheio de magia é 01kg de alimento não perecível que serão doados a entidades cadastradas no Programa Mesa Brasil.




Mais Informações
Seção de Divulgação do SESC-RO
(69) 3229-5882 ramais 208/ 9248-6703
www.ro.sesc.com.br

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Escolha do Samba de Enredo do G.R.E. S Asfaltão - 2011



Com o tema “MÁSCARAS, ARTE, PODER, PAIXÃO E FANTASIA”. QUEM É VOCÊ NESTE CARNAVAL, os compositores OSCAR, BAINHA, ZÉ BAIXINHO E THOBÁ, com os arranjos de THOBÁ E AUDÍZIO, venceram o concurso de SAMBA DE ENREDO da ESCOLA DE SAMBA “ASFALTÃO” – O TIGRE DE SANTA BÁRBARA. O intérprete MARCELO LUNA contagiou o público presente no Mercado Cultural com sua voz que não deixa nada a dever a qualquer interprete do Rio de Janeiro ou São Paulo. Aqui fica o nosso agradecimento ao mestre Oscar pelo convite para participar, ou como ele mesmo disse dar uma força na defesa do Samba de Enredo. Também fica o nosso agradecimento a D. Alda esposa do cavaquinista Audízio, que cedeu sua residência para os ensaios, e pelo café para amaciar a voz do Marcelo Luna. Muito nos orgulha a aproximação destes grandes personagens do carnaval de Porto Velho. Também fica aqui o nosso agradecimento ao presidente da Escola de Samba Asfaltão REGINALDO MAKUMBINHA, pelo convite para participar da família ASFALTÃO. Abaixo o samba vencedor.

“MÁCARAS, ARTE, PODER, PAIXÃO E FANTASIA. QUEM É VOCÊ NESTE CARNAVAL”.

De: Bainha, Thobá, Oscar e Zé Baixinho.
Arranjos: Thobá e Audízio
Intérprete: Marcello Luna


Rompendo as fronteiras da imaginação
Minha escola veste sua fantasia
Pra revelar segredos, mistérios e encantos
Das máscaras de todos nós nesta folia
Lá na antiga Grécia e no Egito
Nas festas sagradas e profanas
Era comum o costume de se mascarar
“Comédias” e “tragédias” no ato de representar
Então me diz o que fazer para resolver
O quebra cabeça que está dentro de você

Eu vou, eu vou, me embriagar de paixão
Deixar a alegria lhe contagiar BIS
Um gole de vinho “Deus Baco” mandou beber e vadiar
Meu porre não tem hora pra acabar

A arte popular evoluiu, conquistou a realeza
Chegou aos suntuosos salões pro mundo ver
Nos “Bailes de Veneza” e “Bal masque”
Foi assim numa linda história de amor
Que Romeu enlouquecido, por Julieta se apaixonou
Não deixa o medo te dominar, cuidado com “Hallween”
Tem “fetiche” na dança, as faces fingidas
Qual é tua não disfarça diz pra mim


Eu sou Zé Pereira, super herói do carnaval
Saio da tela do cinema pra defender o folião
Será que vale a pena ser vilão

É festa na corte, qual fantasia combina?
“Carmem Miranda”, Palhaço, “Pierrot, Arlequim ou Colombina” BIS
Neste universo de hipocrisia, preciso saber a verdade
Sua máscara cai quarta-feira, ao raiar da liberdade

Mas quem sou eu? Ninguém saberá
Quem é que vai me desvendar
Meu “Tigre” vem pra te desafiar BIS
Deixa o som da “pura raça” te levar



Diz a lenda – Só sucesso

Bons tempos

Beto Ramos atleta, o último agachado da esquerda para direita - Time do Ferrim
Premiação - 1º colocado concurso de Fotografia
1º texto publicado em jornal - Alto Madeira


DIZ A LENDA

Aldeia Guaporé de Artes

sábado, 11 de dezembro de 2010

Mudanças


Novos caminhos em 2011.
Novos projetos.
Viva Porto Velho.
Diz a lenda

Cultura Óleo de Peroba




Estamos crescendo.
Nossa cultura beradeira começou a ocupar o lugar que sempre deveria estar.
Todos os movimentos culturais estão a um passo além das nossas expectativas.
Somos grandes.
Sempre fomos grandes.
Fazer cultura é fazer parcerias.
Dentro de nossa cultura precisamos do apoio de todos.
Virar as costas para qualquer forma de ajuda seria um suicídio cultural.
Precisamos andar de braços dados com a nossa Fundação Cultural Iaripuna.
Precisamos estar em sintonia com nossa Secel.
Os artistas, ou quem se considera artista, precisa compreender para crescer.
Andar juntos no mesmo caminho não é desrespeitar o espaço do outro.
Estamos crescendo.
Viva a dança.
O teatro.
O samba.
Viva a seresta.
Vivam os malucos de plantão, pois sem loucura não existiria cultura.
O meio cultural de Porto Velho vem ganhando respeito pela criatividade.
Ser criativo não é querer ser forte.
Jamais precisaríamos ganhar espaços pela força.
A força que possuímos é a palavra.
Palavra em verso, em prosa, canção ou na defesa dos nossos espaços.
O nosso crescimento cultural sempre existiu.
Talento é o que não falta.
Possuímos artistas talentosos que não deixam a desejar em nada a quem se acha dos grandes centros da nossa cultura tupiniquim.
Todos possuem a sua parcela de contribuição neste crescimento.
Diante da cultura, somos todos iguais.
Somos artistas de rua.
O mundo é nosso palco.
Para fazer bem feito não precisamos de muitas coisas.
O talento supera tudo.
O artista precisa ir onde o povo está.
Agora existe um seguimento que a todo custo procura se instalar neste meio.
“A CULTURA ÓLEO DE PEROBA”.
São estes poucos que andam em terrenos muitas vezes inférteis, que em alguns momentos causam pânico entre os que compreendem o crescimento.
Caras de pau que simplesmente se preocupam em atrasar os espaços dos outros, com uma máscara que logo vai se quebrar.
Das minorias nascem os maiores talentos.
Mas, queria pedir perdão aos críticos de plantão, pois esta minoria classificada como “cultura óleo de peroba” deveria desaparecer.
Poucos que se infiltram meio a quem deseja sempre fazer o melhor, simplesmente para tentar manchar a imagem de beradeiros que nasceram na maternidade Darcy Vargas.
Precisamos de história e não de estórias.
Fazer cultura para demonstrar força diante dos que seguem o mesmo caminho, é uma forma estranha de mostrar criatividade.
Precisamos saber respeitar o espaço dos outros.
Não se compra o respeito do público.
O público ama a arte independente de preço.
Sendo bom e com respeito, todos estarão juntos no mesmo caminho.
Vamos nos unir diante da nossa história.
Precisamos de comprometimento.
Cada um de nós merece o que a natureza pode nos oferecer.
Jamais alguém poderia podar a criatividade de alguém.
Precisamos nos unir diante de um futuro que nos promete o melhor.
Não sendo assim teremos que criar o prêmio “ÓLEO DE PEROBA DA CULTURA DE PORTO VELHO”.
Caras de pau existem em minoria.
Uma pena que a nossa cultura esteja se infectando por eles.
Bem, é o que eles pensam...

Diz a lenda.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Esolha do Samba de Enredo do Asfaltão


Este domingo será especial no Mercado Cultural de Porto Velho, o espaço será o palco da escolha do Samba de Enredo para o carnaval de 2011, da família Asfaltão.

De uma forma divertida o Tigre falará sobre o tema:


MÁSCARAS: ARTE, PODER, PAIXÃO E FANTASIA.

QUEM É VOCÊ NESTE CARNAVAL?


Já dá pra imaginar a viagem que @s compositor@s farão até chegar às mascaras que muitos usam e qualquer momento pode cair!!!!

Então prestigie!

DOMINGO(12/12/2010)
À PARTIR DAS 14:00
NO MERCADO CULTURAL.
ACESSO GRATUITO
FONE: 9903-3230


A família AMARELO, PRETO e BRANCO, agradece.

A DIRETORIA

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Faça você também

Por: Beto Ramos



O que significa Porto Velho para alguns?

Porto Velho seria um mercado sem cultura?

Quem seria maior a nossa história ou nossa cultura?

Quem canta sua aldeia?

Onde fica a aldeia de muitos?

O nosso querido Mercado Cultural foi invadido por algumas ervas daninhas que simplesmente preocupam-se em levar e trazer fofocas destrutivas.

Diga-se de passagem, antes que aumentem um ponto, não é a lenha na fogueira.

Falam em união.

Batem no peito dizendo eu faço.

Querem ocupar o espaço que ganhou o respeito da nossa população.

Façam seus projetos, cantem, façam teatro, dancem.

Não somos obrigados dentro do projeto Ernesto Melo e A Fina Flor do Samba, aceitar cantor para agradar X ou Y.

O espaço deste projeto é da população.

O povo é o termômetro.

Cada qual no seu cada qual.

“Canta a tua aldeia e cantarás o mundo”.





Pagode



Está no dicionário: templo pagão asiático. Mas no Brasil, a palavra pagode passou a denominar também um tipo de festa "com comida e bebida, de caráter íntimo", na definição acadêmica do folclorista Câmara Cascudo. Em qualquer festa que se preze, porém, não pode faltar música alegre – e aí, naturalmente, entra o samba. Foi ele que fez do pagode uma das mais fortes tradições dos subúrbios do Rio de Janeiro. Um quintal guarnecido pela sombra das árvores, algumas caixas de cerveja, uns quitutes, um cavaquinho ali, mesinhas para se batucar... está formado o cenário para que os versadores e instrumentistas mostrem sua categoria, o público sambe animado e a tarde entre pela noite e a noite pela madrugada. Ao longo dos anos 70, quando os emergentes sambistas se viram diante do bloqueio das rádios e das próprias escolas de samba (reféns de um Carnaval comercializado), os pagodes se tornaram a melhor opção para que suas composições fossem ouvidas e divulgadas.

Das mais famosas cantoras de samba da época (junto com Alcione e Clara Nunes), Beth Carvalho certo dia foi investigar o pagode do Cacique de Ramos e levou alguns daqueles compositores ainda desconhecidos para o seu disco de 1978, De Pé no Chão. Foi a partir daí que o Brasil tomou conhecimento de nomes como o grupo Fundo de Quintal dos compositores Arlindo Cruz e Sombrinha (Vou Festejar), os ex-Fundo Jorge Aragão (Coisinha do Pai) e Almir Guineto (que tirou terceiro lugar no festival MPB Shell, de 1981, com Mordomia), Zeca Pagodinho (Camarão que Dorme a Onda Leva), Jovelina Pérola Negra, Luiz Carlos da Vila (de Por um Dia de Graça, gravado mais tarde por Simone), entre outros. Astros desse novo samba, que rumava para o futuro com um sólido embasamento no passado, eles protagonizariam mais tarde, a partir de 1986 um dos movimentos de melhor resultado comercial da história da música brasileira: o pagode. Ironicamente, por uma contingência de marketing e mídia, a festa passou a emprestar seu nome à música que a anima.

Coube ao Fundo de Quintal introduzir as inovações instrumentais e harmônicas do pagode em relação ao tradicional samba. Para reforçar o cavaquinho, Almir Guineto trouxe o banjo, que soa mais alto no meio da massa sonora. No lugar do pesado surdo, Ubirani pôs o leve e versátil repique de mão. Jorge Aragão, por sua vez, trouxe para os sambas as harmonias mais intrincadas, aparentadas da bossa nova (e, graças a suas sofisticadas letras, ficaria conhecido como O Poeta do Samba). Inicialmente divulgados por Beth Carvalho e outros nomes de destaque do samba, esses artistas em pouco tempo conquistaram luz própria.

Tem gente que fala de samba e não sabe o que diz.

Somos a nossa aldeia.

Somos Porto Velho.

Onde fica a fronteira do nosso samba?

Quem não cantou por alguma vez o Zeca Pagodinho, Luiz Carlos da Vila, Beth Carvalho?

Somos uma só aldeia, o Brasil.

Alguns querem nos infectar com sua falta de bom senso.

Noel Rosa é Carioca.

Cartola também.

Alguem desejou proibir suas canções por aqui?

Ao contrário, fazem shows com a arte destes Gênios da nossa música.

Certo cantor que anda falando pelos cotovelos, poderia ouvir o CD do poeta da cidade.

Com certeza compreenderia o que é ser interprete e compositor.

Cantamos nossa aldeia.

Diz a lenda é nossa aldeia.

Lenha na fogueira é nossa aldeia.

O tatá é nossa aldeia.

O Tatá sempre foi nossa aldeia.



Não estamos aqui para agradar.

Estamos aqui para ajudar no crescimento da nossa cultura beradeira.

Cultura beradeira.

A nossa aldeia.

Diz a lenda

Obs: Esta prosa é a opinião de Beto Ramos – Diz a lenda.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cantor Salgadinho em Porto Velho


DOMINGO DIA 19 NO GP´GARAGEM PUB-CELEBRIDADE APRESENTA - PAGODE COM O CANTOR SALGADINHO E SAMBA COM BETO CEZAR.
Informações ligar: (69) 8119-7997 / 9282-3581

ATENÇAO BRINCANTES, SIMPATIZANTES E COMUNIDADE DO SAMBA EM GERAL!!!



Tendo em vista a reforma do Clube Kabanas nesta semana, ADIAMOS para o dia 12 de dezembro (neste domigo) a escolha do nosso samba enredo conforme abaixo:

O QUE......: Escolha do samba de enredo do GRES ASFALTAO
QUANDO...: 12 de Dezembro (domingo)
HORARIO..: 14:30H
ONDE........: Mercado Cultural
ANIMAÇÃO: Grupo Fala Serio e Bateria Pura Raça

- VÁ E LEVE A SUA FAMILIA. P R E S T I G I E!!!

A Diretoria

domingo, 5 de dezembro de 2010

O senhor da guerra veio ao Mercado Cultural


O senhor da guerra veio ao Mercado Cultural.
Apareceu imbatível defendo a lei e a ordem.
Ogum veio com a espada em sua mão.
Chegando a chuva, ele nos mostrou como dominar a natureza.
Mesmo chovendo, ele pediu cerveja branca.
Ele é o poder e a força.
Valei-me São Jorge.
Obrigado Marquinhos.
Era uma sexta feita feira.
O seu dia é a terça feira, mas, ele veio e iluminou o nosso centro histórico.
Sendo o senhor dos caminhos, ele nos mostrou o caminho da felicidade.
Com a voz melodiosa para nossos ouvidos Marquinhos se vestiu de Ogum.
Deixou ecoar pelo nosso centro histórico, músicas que Ogum trouxe para todos nós.
Ele nos protegeu com Exu, seu irmão dos perigos das ruas.
Ogum conseguiu nos transformar em pessoas determinadas.
Lá no Humaitá
Aonde Ogum guerreou
Lá em alto Mar
Aonde Iemanjá lhe coroou
O Beira-Mar auê, Beira-Mar.
O Beira-Mar auê, Beira-Mar (Viva Ogum Beira-Mar)
O Beira-Mar auê, Beira-Mar.
O Beira-Mar auê, Beira-Mar.
Ogum já jurou bandeira
Nos campos do Humaitá
Ogum já foi à guerra
Vamos todos sarava
O Beira-Mar auê, Beira-Mar.
O Beira-Mar auê, Beira-Mar (Viva Ogum Beira-Mar)
O Beira-Mar auê, Beira-Mar
O Beira-Mar auê, Beira-Mar.
Levando o reco sapo boi em sua bagagem, Marquinhos levou um pouco de Porto Velho.
Levou para sempre a energia das águas barrentas do velho Madeira.
Ogum esteve com todos nós.
O meu silêncio, diz a lenda, veio de um cântico que foi esquecido por muita gente.
Pessoas de Ogum nunca falam por trás.
Jamais gostam de injustiça.
Por isso nos deu de presente à força de Marquinhos.
Estamos todos felizes, pois Marquinhos esteve no meio da nossa gente.
Ogum esteve no meio do nosso centro histórico.
Obrigado Ogum!
Obrigado Marquinhos PQD.
Valeu mensageiro da paz.


Diz a lenda

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Para o Nei do Cavaco - Eternamente Cartola
















Que força é esta?

Porto Velho fica em silêncio.
Ernesto Melo e A Fina Flor do Samba mesmo cantando sua gente, fica com um vazio no coração do nosso povo.
A questão não é ser ou não dono do espaço.
A questão é o respeito com o público que prestigia o evento.
A população que sempre agradeceu à estrela vermelha que ilumina o nosso centro histórico, com certeza ficará com uma má impressão a respeito dos nossos gestores culturais.
Tomar decisões precipitadas, sem consultar artistas, população, é um meio perigoso de sair pela porta do fundo da história.
Porto Velho fica mais triste.
Pois cantamos a nossa gente, os nossos rios, as nossas ruas, os nossos bairros, e acima de tudo, temos respeito com uma população que aprendeu a amar o nosso centro histórico.
Valei-me São Sebastião!
O poeta descobriu o prazer de cantar.
Respeitem a nossa cultura.
Entre quatro paredes podem assinar decisões.
Entre quatro paredes também podemos tirar apoio, a acima de tudo à confiança nos nossos gestores culturais.
Começaremos a tomar decisões a respeito da confiança há muito abalada por alguns donos da voz.
Precisamos de silêncio.
Fale pouco índio que nunca morou nas nossas matas.
Os teus rios e tuas matas não ficam entre quatro paredes.
Os teus rios e tuas matas ficam num Porto Velho que precisa cantar sua gente.
Navegamos nas mesmas águas.
Mas, por favor, quem bebe águas barrentas somos nós.
Porto Velho possui um céu azul.
O mesmo azul de um Brasil que sempre fica em nossos corações.
Porto Velho nós gostamos de você.
Com o tempo ficando carregado, estrelas desapareceram do céu de muitas pessoas.
Esperamos ser um erro de comunicação.
Quando o nosso céu se faz moldura, não podem existir os que delegam contra as nossas raízes.
Porto Velho com certeza não compreenderá os que querem ofuscar o brilho de quem faz poesia para sua gente.
Não sendo um erro de comunicação, estaremos com certeza começando um vendaval de palavras.
Jamais duvidem da ingenuidade humana.
A força que a cultura possui fica alem das insignificantes decisões tomadas sem consultar uma população que na sua maioria ajudou a eleger o nosso PREFEITO.
Não existem galinhas com ovos de ouro.
Existem pessoas que delegam poderes demais a quem nem mesmo sabe administrar uma agenda que já faz parte do calendário cultural e turístico de nossa capital.
Nada contra evento algum.
Precisamos de respeito.
A época dos generais não combina com estrela rubra, verde, amarela ou cor de urucum.
Plantando vento, alguém colherá tempestade.



Diz a lenda.

DUZENTOS E CINQUENTA EM QUATRO I

Os pesadelos não podem ofuscar nossos sonhos. Diante da inconsequência de quem resume a vida dos outros na sua prisão de lamentos, ...