sábado, 31 de julho de 2010

Antônio Serpa do Amaral - Basinho

Por Beto Ramos

Um surdo na marcação.
Uma batida nos nossos corações.
Um verso em forma de olhar.
Um tempo para se guardar.
Mano velho basinho, você é especial!
Você está nos céus de Rondônia!
Sua palavra é fundamental.
Seu bom senso é música para nossas almas.
Quando o Bubu disse que nunca cantou em um teatro,
foi você que sacou que aquilo era de coração.
Cristo negro...e sua força estranha.
Aquele lugar no surdo de marcação sempre será seu.
Você faz parte de nossa história.
O velho Basinho.
Cabaré também é cultura.
E não adianta torcer o nariz.
Um surdo na marcação.
A poesia se fazendo presente muitas vezes no seu silêncio.
E que venham os bocas do inferno, eles saberão a nossa realidade.
Bem que o Saramago poderia ter levado alguns né mano velho?
E o seu violão...muitos ainda precisam saber do seu talento.
Conhecer suas canções.
O prefeito não foi ao mocambo, nem veio ao mercado cultural.
Só aparece em ocasiões especiais.
E nós não somos especiais?
Até os mortos da candelária gritam por nós.
Quem sabe eles não gostem de um bom samba.
E o Anjo Pornográfico que habita, não só o banzeiros, mas também o mercado cultural de cada um de nós?
E se todo menino é um rei, nós não deixamos o nosso projeto em casa.
Seria você o rei do surdo de marcação?
A Fundação já chamou setores para discutir o uso das salas do Mercado Cultural.
Hoje, algumas estão do mesmo jeito de antes...cheias de visagem.
E nós precisamos construir uma democracia sem socos nem provocações.
Suas reivindicações serão ouvidas.
E como diz o poeta, e não se fala mais nisso.
Mano velho Basinho, se todos se deixassem levar pelo mínimo do seu bom senso,
o nosso céu seria bem mais azul.
Pode ter certeza de uma coisa, esta caçambada cultural que insiste em se aproximar de nós já está com freio de mão puxado.
A sua ausência deixará em todos nós uma coisa boa, o desejo de compor um verso, uma música, um samba sincopado.
Abraços das nossas sextas feira iluminadas pela poesia da lua.
Diz a lenda.

O SAMBA NOSSO DE CADA DIA

Por Beto Ramos

Somos uma realidade neste terreiro chamado Brasil.
Buscamos sempre a valorização do nosso povo, de nossa história.
Quando falamos em cultura não falamos em uma só estrela , mas, direcionamos nossas palavras para uma constelação quando o nosso ceu se faz moldura.
Porto Velho necessita de ações sérias voltadas para nossa gente.
Não precisamos de palco para encenações políticas. Precisamos de uma valorização permanente e não a conta gotas.
Minhas palavras são simples. Mas a intenção é a de realmente cutucar a onça com vara curta.
Só não me venham com discursos com um certo ar de hipocrisia.
Assumir os louros da vitória é muito fácil.
O difícil e complicado é estar diante de nossa população e fazer acontecer muitas vezes sem a devida condição, ou estrutura básica para levar a nossa história através do samba que é a nossa bandeira.
Alguém precisa mostrar o rosto para criticas.
E nós fazemos isso muito bem, pois o artista não precisa somente de elogios.
O artista necessita de criticas construtivas para o crescimento da cultura que ajuda a construir.
Buscamos um espaço dentro do cenário cultural de Porto Velho.
A muito custo tentamos manter o lugar onde fazemos amigos.
Todos fazem amigos.
Esta é a intenção de quem faz cultura.
Precisamos unir as pessoas.
Precisamos de respeito. Pois sabemos respeitar o público que nos prestigia.
Só não precisamos é ficar na bacia das almas para fazermos algo que fazemos tão bem.
Não me venham os sabidos de plantão querer com palavras melodiosas vender algo que não desejam comprar.
Sentimos orgulho sinceramente de sermos beradeiros.
Somos beradeiros e fazemos acontecer.
A nossa CULTURA com nome de índio deveria estar mais atenta aos nossos movimentos.
O nosso samba já voa nas asas da compreensão dos nossos gestores culturais.
Crescemos e apareceram muitos pais de uma obra bonita que poucos inauguraram.
Como diria o mano velho : “não existe maior propaganda para o nosso prefeito que as nossas sextas feiras. Quase a custo zero, e ainda divulgamos o Mercado Cultural, que é uma das maiores obras de nossa prefeitura”.
Somos a Fina Flor do Samba e não estamos a Fina Flor do Samba.
DIZ A LENDA.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

“Serraria das 11 horas”:

Ai...mas que prosa,

a serraria das 11 horas.



Eu fico olhando essa gente

Com jeito inocente

Se dando bem

Pensando enganar todo mundo,

Pensando que todos

São uns “Zé Ninguém”.

Precisam é ver o Amadeu

Só pra ver como ele está.

O que botava a lenha na caldeira

Pras 11 horas, a serraria apitar.

Essa gente amigo,

Nem sabe o que quer,

Nós damos pão, nós damos água

Ainda querem o nosso café.



Pois é. Mas como dói!

Autor: Poeta Dada do Areal

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Loucura

Fiz uma canção para José
Fiz uma canção para Maria
Fiz uma canção para todos

Cantei para o dia
Cantei para o entardecer
Cantei ao adormecer

Cala a boca menino
Vai dormir

Tu vai morrer de fome
se viver de cantar

Fiz uma canção para o silêncio
E no silêncio preciso manter o meu olhar

Fiz uma canção
sem fazer uma canção
pois jamais irei cantar

Fiz um verso quadrado
sem rima
sem rumo
sem sal
sem bebida

fiz uma canção
pois o fiz estava errado

Então faça você uma canção


Adeus
pois fiz uma canção
com crase
sem crase
Fiz uma canção quando é a pessoa a quem se diz
Não fiz nada
A vaidade é uma canção triste
Então faça você a sua canção


Beto Ramos

ATUALIZANDO O REAL

O Mané ouviu a canção
O Mané perdeu a emoção
O Mané que não soube calar
E falou
E falou
O que queria sem pensar
O Mané foi o opressor
E o oprimido cantou
Cantou a sua melodia
Naquele prisma luminoso
Você precisa ver, para sabe como é, que andava o trem da Madeira Mamoré
Andava o trem e não precisava do Mané
Obrigado Mané
Pelas considerações
As suas palavras trazem inspirações
Para dizer
Que falar demais é coisa de Mané
E você sabe que na verdade só pode existir um Mané
O que fala demais
O que fala demais
O que fala demais

SEM TEXTO

Chegou
em silêncio,
os olhos
cheios de brilho.

Chegou
sem voz,
bem vestido.
Uma majestade
de passos lentos,
sorriso largo.

Chegou
em silêncio
querendo abrir o bar.

Chegou
junto com o tempo,
que passou
e marcou nossas vidas

Chegou para ficar.
Em silêncio olhou a todos nós

Sorriu,
tomou alguma coisa,
pegou a viola
e cantou.

As estrelas dançaram no céu,
a noite se iluminou,
e sua majestade o samba
pediu passagem,
sentou e ficou em silêncio.

Observou o nosso terreiro,
e não se envergonhou
pois voltou a sorrir

Depois chegaram tantos outros e
sua majestade ali imponente,
sem fazer barulho algum.

A todos observava
em silêncio,
com olhos cheios de brilho
com aquele sorriso cheio de ternura,
deixou sobre nós
o seu manto.

Levantou-se,
estendeu a mão,
acenou,
despediu-se,
em silêncio permaneceu.


Novamente seus passos lentos,
olhou para todos
e partiu.
Então fomos abençoados
pelo samba
que fez morada em nossos corações.



Beto Ramos

21/07/2010

GRUPO KIZOMBA AXÉ

O Grupo Kizomba Axé foi criado no ano de 1988, ano em que se comemorava o centenário da libertação dos escravos no Brasil. Neste mesmo ano a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel sagrava-se campeã do carnaval do Rio, com o tema de enredo KIZOMBA, A FESTA DA RAÇA, criação de Martinho da Vila e samba de enredo de Rodolfo, Jonas e Luiz Carlos da Vila.
De norte a sul, de leste a oeste do Brasil, com a introdução de novos instrumentos, tais como, banjo, tan-tan e repique de mão, surgia um surgia, nas vozes de Almir Guineto, Fundo de Quintal, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, dentre outros, um novo jeito de tocar samba, o pagode.
Foi nesta efervescência e neste contexto cultural, com o lema “Nem melhor, nem pior, penas um pagode entre amigos” que nasceu, em Porto Velho, o Grupo Kizomba, formado inicialmente por Cristóvão (cavaquinho), Bebeto (voz e pandeiro), Neguinho (tan-tan de viração), José Áureo (tan-tan de marcação), Oscar (repique de mão) e Zé Baixinho (tamborim). O nome do grupo, dentre vários apresentados foi sugerido por José Áureo, em alusão ao citado enredo da Vila Isabel. As primeiras apresentações tiveram lugar no “Bar Cerveja na Cuia”, localizado na confluência das ruas Sete de Setembro e Nações Unidas, próximo de onde hoje é a Casa do Camarão. A partir de então o grupo tornou-se um dos grandes expoentes do samba e do pagode sendo contratado para se apresentar em vários bares da cidade, como, Geladão, Bar da Glorinha, Bahamas, Papos e Amigos, Show Papos, Jockey Club, Companhia Night Club, Ingazeira Bar, Mirante 2, entre tantos outros.
O Grupo ganhou maior projeção e seu nome rompeu fronteiras, o molho, o suingue, a simpatia e a interação com a platéia, cativou ainda mais o público e os shows passaram a acontecer também fora do município de Porto Velho, como por exemplo, Guajará Mirim, Ji-Paraná, Humaitá, Bolívia, Manaus, Cerejeiras e Ariquemes. Periodicamente, geralmente no mês de dezembro de cada ano, o grupo promovia uma grande festa de congraçamento do mundo do samba na cidade, chamado de “Encontro de Pagodeiros”, repleto não só de sambistas, de grupos de pagodes, como também participações especiais de grandes valores da terra, como Bainha, Silvio Santos, Babá, Torrado, Gilson, Catê, Orlando Surita, Késia, Bado, etc. A atração principal ficava por conta de um cantor de renome nacional. Royce do Cavaco, Bezerra da Silva, Dominguinhos do Estácio, Neguinho da Beija-Flor, foram algumas das atrações apresentadas. Além de todas essas apresentações um momento muito especial, foi a participação do grupo no memorável show “Mulheres” de Martinho da Vila, na quadra do Botafogo, em 1999. Naquela ocasião o grupo ofereceu ao sambista uma placa comemorativa em reconhecimento aos brilhantes serviços prestados à música popular brasileira, sendo a mesma entregue pelo músico Oscar Knightz.
Em meados da década de 90 novos componentes passaram a fazer parte do conjunto, tais como, Nicodemos (violão), Mestre Alcimar (cavaquinho), posteriormente, a voz maravilhosa de Marcello Luna e Ney do Cavaco, que a princípio ingressou tocando teclado, depois passou a tocar cavaco no lugar do Cristóvão que se mudou para outro estado. No final dessa década e inicio do ano 2000 o grupo chegou a ser formado por: Alcimar (banjo), Ney (cavaquinho) Nicodemos (violão), Nica (guitarra), Davi (baixo), André (teclado), Chicão, depois, Robson (bateria), Oscar (percussão), Áureo (surdo), Neguinho (tan-tan), Marcello Luna e Marquinhos (vocais). Fizeram parte ainda da história do grupo os seguintes músicos: Norman Junior (violão), Cleide e Lili de Lima (cantoras), Birivaldo (percussão), Maisena, Casemiro, Russo e Paulo (baixo), Fernando, Telêmaco, Paulinho (bateria), Gueri (teclados), dentre outros.
O Grupo Kizomba, além dos bares já mencionados, tocou nas casas mais famosas da cidade, e por onde se apresentou, sempre defendendo e levantando a bandeira do samba, fez muito sucesso. Eis algumas das principais: Boungainville, Tom Brasil, Companhia, Botafogo, Telha de Barro, Folias e Pagode, Moto Clube, Tênis Clube, Ipiranga, etc.
Agora, nesta nova era, a moçada um pouco mais vivida, retoma o caminho e se apresenta no Mercado Cultural, no Projeto a FINA FLOR DO SAMBA, prometendo reviver grandes sucessos do passado e também do presente, em um belo show.

Fonte:Oscar Dias Knightz

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Bibliotecas Comunitárias

Participe da campanha para arrecadação de vite mil livros e revistas, que formarão dez novas bibliotecas comunitárias nos locais: distritos de Calama e São Carlos; nos bairros periféricos de Porto Velho e nos presídios. Os livros e as revistas podem ser entregues em quaisquer igrejas da Assembléia de Deus nos bairros de Porto Velho. Este trabalho está sendo desenvolvido pelo projeto Evolução. Esclarecimento ou informação, ligar para (69) 9286-1626,
ou antoniocasamenteiro@hotmail.com / antoniocasamenteiro@gmail.com.

DUZENTOS E CINQUENTA EM QUATRO I

Os pesadelos não podem ofuscar nossos sonhos. Diante da inconsequência de quem resume a vida dos outros na sua prisão de lamentos, ...