quinta-feira, 25 de novembro de 2010

ETERNAMENTE CARTOLA




As rosas não falam!
Mas, os gestos das pessoas podem lamentar.
Quando surge uma alvorada lá no morro, com certeza nasce um poeta.
Quando as rosas não falam, fica triste o coração.
Quando nasce um poeta, morre um ser insensível.
A sensibilidade do homem nasce nas palavras.
Jamais poderíamos ser tão espinhos nas atitudes.
Os mais lindos versos nascem nos corações cheios de sensibilidade.
As rosas não falam!
Mas, não seria impossível nascer uma rosa meio a um deserto.
Sendo sensíveis, poderíamos nascer como pétalas da mais linda rosa do Cartola.
Os poetas nascem todos os dias.
Morrem todos os dias, as lágrimas nos olhos quando descobrimos que as rosas não falam.
As rosas não são ingênuas.
Elas exalam não o perfume que roubam das lindas poesias.
As rosas iluminam os caminhos de quem precisa de luz.
As rosas estão no mais ardido peito.
As rosas querem apenas silêncio.
As rosas são belas por natureza.
Elas não precisam dizer que são lindas rosas.
Coração de poeta não pode ficar com espinhos.
Quando o coração de poeta fica com espinho, em algum lugar morre uma rosa.
Quando sangra o peito do poeta, com feridas dos espinhos, o silêncio é a causa da cura.
As rosas não falam.
Mas, elas nascem em todos os corações.
Nascendo em desertos, elas podem trazer a esperança.
Mas, quando morre um poeta, a insensibilidade toma conta da alma.
As rosas não poderiam jamais exalar alucinações.
Elas precisam emanar sonhos que podem transformar-se em realidade.
Quando um poeta chora, alguma rosa pode estar murchando.
As rosas não falam.
Quando o coração de um poeta transforma-se num deserto, sempre alguma rosa aparece para trazer a beleza da renovação, da verdade, da amizade, do carinho que todos os poetas sentem por todas as pessoas.
Diz a lenda, que existe uma rosa que continua a ser bela.
Mas, esta rosa imagina ser girassol.
Quando uma rosa imagina ser girassol, ela precisa ser adubada com realidade, com quem sabe um pedido de ajuda.
Em todos os corações, existem rosas em botão.
Rosas podem trazer sensibilidade a quem deseja ser girassol.
Hoje, quem faz prosa está triste.
Ainda busca aquela rosa meio a um grande deserto.
Quando as rosas não falam, precisamos apenas cantá-las.
Talvez cantando, todos os males poderiam ser mandados para bem longe.
A amizade é uma rosa.
As rosas só deixam de falar, quando deixamos de ajudar um triste girassol.
Hoje as rosas do meu coração estão apenas em botão.
Mas, as rosas continuam lá.
Crescerão belas.
Deixarão no caminho de quem acha que as rosas não falam um perfume com a esperança de que tudo um dia irá mudar.
A prosa apenas ficou triste.
As rosas não... Elas jamais roubariam à sensibilidade que existe em todos nós.

Para um amigo que tentou transformar-se em girassol, mas, que meu coração pede para ajudá-lo.



Diz a lenda.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Amanhã!

Precisar todos os dias lembrar das próprias palavras.
Quase esquecer os nomes das pessoas.
Não lembrar se tomou o remédio na hora certa.
Perder o celular.
Não lembrar onde fica a chave da moto.
Ficar sem lembrar o que se passou uma semana atrás.
Esquecer o português que outrora foi uma força.
Trocar as palavras.
Esquecer a semântica.
Nunca encontrar a oratória.
Olhar para tudo e não conseguir entender muito bem.
Começar a entrar num mundo cheio de solidão.
A mão começa a tremer.
É meu caro beradeiro, as coisas vão mal.
Mas, não podemos ficar de mal com Deus.
Ficar por ai.
Sair sem destino algum.
Voltar com meia noticia.
Começar a não lembrar da senha no computador.
Não lembrar o que foi escrito ontem.
É meu caro beradeiro.
Precisamos ser rápidos.
Dobrar a esquina e não lembrar se ligou uma das setas.
Confundir as cores do sinal de trânsito.
O duro é começar esquecer o português.
Parecemos nunca ter estudado.
Uma pena Deus.
Você Deus é a maior lembrança de mim mesmo.
E se a mão começar a tremer.
Tchau reco.
E se a vida se tornar um esquecimento, será que lembraremos que estivemos aqui.
É Deus preciso lembrar de tantas coisas.
Sabe Deus tenho tanto medo da solidão.
Bem, vou dormir!
Talvez não lembre se sonhei ou não.
É meu caro beradeiro, diz a lenda.

Diz a lenda.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ernesto Melo e A Fina Flor do Samba - Dia da Cultura no Mercado Cultural em Porto Velho-RO

Beto Ramos / Reco-Reco - A Fina Flor do Samba

A IMORTALIDADE E A AMIZADE

A vida sempre nos traz grandes presentes.
Viver é sempre buscar o outro lado do horizonte.
Onde sempre existe luz, descobrem-se amizades.
A vida sem amigos seria bem mais triste.
Nas madrugadas de sábado na Praça Getúlio Vargas pode-se ouvir sorrisos de dois amigos quase sempre tomados por alegrias etílicas em grandes doses.
Então esta amizade pode fazer nascer um solo de ganzá.
Diz ai Sérgio Ramos.
Ramos como eu.
Ramos de encontros e talentos Brasil.
Imortal na A Fina Flor do Samba?
Alguns pagariam para ver!
A imortalidade é uma breve história do tempo.
Imortais são a personalidade, o caráter e o bom senso.
E como crianças nós dançamos, pulamos, gritamos e cantamos muito.
Viver é estar do outro lado do horizonte.
Meu AMIGO Sérgio Ramos, o outro lado do horizonte é um Porto Velho que é o nosso dengo.
Vou caprichar no texto pois o cara é imortal.
Que nada, antes de qualquer coisa somos amigos.
E AMIGOS FICAM COM E SEM TEXTO.
Os amigos precisam apenas serem amigos.
Tomar algumas cervejas, cantar a música do Triângulo altas horas da madrugada.
E se a amizade faz bem.
Bem que poderiamos rever nossas vidas.
Cruzando este horizonte, devemos sempre buscar uma luz no coração.
Eu que sou um Ramos de prosas incompletas, posso dizer que sou um Oliveira com orgulho, pois já existe um Ramos imortal.
Meu amigo Sérgio Ramos.
Bem que todos os amigos poderiam ser assim.
Sem exigências, sem armas nas palavras, com tempo para os amigos.
Amigos falam de samba retrô.
Falam de Aristóteles.
Comentam sobre os grandes escritores.
Desejam o melhor para A Fina Flor do Samba.
Amigos possuem os mesmos problemas.
As vezes o filho deseja furar a orelha.
O aspirante a genro já é quase da casa.
A noite é muito curta para os intermináveis círculos de debates sobre a condição humana.
Na verdade para os amigos, a noite é curta demais, quando desejamos tomar umas a mais.
Um imortal na A Fina Flor do Samba.
Isto possue uma importância tão grande, que só se compara com a amizade.
Os bate papos cabeças precisam continuar.
De preferencia de madrugada.
Ali na Praça Getúlio Vargas.
Vai chover?
Nós ficamos na chuva.
A Chuva molha imortal e mortal.
Mas, a chuva sempre faz renascer as grandes amizades.
Imortal ou não, seremos sempre amigos.
E após algumas cervejas, dançaremos a coreografia do poeta da cidade.
Ouviremos o Paulinho nunca terminar uma canção.
Imitaremos o Ênio que também é nosso amigo.
E poderemos dizer que Tutóia é no Maranhão, mas, o Brasil fica dentro dos nossos corações.
E nunca, mas nunca esqueça que Porto Velho sempre será o nosso dengo.


Para Sérgio Ramos – O Soberano



Diz a lenda

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

PÁSSAROS ERRANTES

Vi alguns pássaros sem asas querendo voar.

Encontrei no caminho, alguns pássaros que não poderiam cantar.

Dentro dos nossos mundos não existem gaiolas.

Mas, quando os pássaros ficam livres, insistem em não cantar.

Vi alguns pássaros com olhos de fogo.

Alguns pássaros que ficam a nos observar.

Pássaros tristes, que desejam nos devorar.

Vi alguns pássaros que não voariam no passado e nem agora.

Pássaros sem futuro.

Estes pássaros nos assustam com seus olhos de fogo.

São aves de rapina querendo ser uirapuru.

Vi alguns pássaros que insistem em nos trazer o mar.

Pássaros que não conhecem nem mesmo o nosso Rio Madeira.

Vi alguns pássaros que desejam devorar as andorinhas de agosto.

Pássaros que não sabem o que é o nosso Porto Velho porto recordações.

Vi alguns pássaros que não conhecem quem é da sete de setembro lá do km 01.

Pássaros que não sabem nem mesmo o horário da serraria das onze horas.

Vi alguns pássaros sem cor alguma.

Que não conhecem as nossas ruas.

Que nunca entraram no Mocambo.

Estes pássaros não conhecem as nossas almas.

Eles nos assustam com seus olhos de fogo.

Vi alguns pássaros querendo nos ver chorar.

Pássaros tristes que insistem em nos culpar por suas tristezas.

Dentro dos nossos mundos não existem gaiolas.

Vi alguns pássaros querendo fazer a mesma destruição da Baixa da União pelos generais.

Pássaros armados com suas incoerências.

Vi alguns pássaros loucos.

Que ficam no mais alto galho de uma árvore seca.

Apenas vi alguns pássaros.

Pássaros estranhos que não sabem o que é cultura.

Vi alguns pássaros cheios de razão.

Estes pássaros querem brigar.

Estes pássaros não vão compreender para crescer.

Vi alguns pássaros sem poesias, canções e comprometimento com a história.

Estes pássaros desejam asas para voar.

Dentro dos nossos mundos não existem gaiolas.

Vi alguns pássaros sem mundo, sem voz alguma para serem os donos da voz.

Nos nossos olhos existe luz.

O fogo dos olhos destes pássaros vai apagar.



Diz a lenda.

DUZENTOS E CINQUENTA EM QUATRO I

Os pesadelos não podem ofuscar nossos sonhos. Diante da inconsequência de quem resume a vida dos outros na sua prisão de lamentos, ...