quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Chico da Silva no Mercado Cultural


Hoje a festa continua com o show A Fina Flor do Samba.

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Ernesto Melo convidou para cantar samba na festa dos 96 anos de Porto Velho os sambistas:

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Silvio Santos, Enio Melo, Joãozinho Carteiro, Bainha e

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Especialmente o Chico da Silva.

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Chico vem diretamente de Manaus cantar suas músicas que foram e são sucesso até hoje.

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Só para aguçar vossas lembranças:

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Lembra desse samba:

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Aonde estava a boêmia lá estava eu/sempre levado pelo braço de um violão/até que veio a nostalgia pra fazer morada no meu coração. (Diário de Um Boemio)

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É preciso muito amor para suportar essa mulher/Tudo que ela vê numa vitrine ela quer/Tudo que ela quer tenho que dá sem reclamar/Porque senão ela chora e diz que vai embora/Ô diz que vai embora/Porque senão ela chora e diz que vai embora
Ô diz que vai embora. (É preciso muito amor).

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Daquele tempo de menino/Ainda tenho no meu peito muita saudade/Rodar pião, Estilingue no pescoço e papagaio pra soltar/
Mamãe me acordava cedo/Menininho toma banho, vai se aprontar/Vou ficar lhe vigiando e no caminho da escola/Você vê se da um jeito de não se sujar... (Tempo Bom).

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Se ele se bandear pro lado da toada de Boi-Bumbá vamos ouvir a famosa “Vermelho” do boi Garantido.

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Agenda A Fina Flor do Samba hoje a partir das 20h00.

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Chega cedo pra não ficar o tempo todo em pé.

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Esqueci de dizer que o Beto Cezar também faz parte da programação.

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Quer dizer, os melhores sambistas de Porto Velho e de Rondônia vão se apresentar hoje no Mercado Cultural.

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Vai ser o bicho a festa de aniversário de Porto Velho.

Fonte: Lenha na Fogueira - Zekatraca

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SEMENTE

Por: Beto Ramos

Deveríamos construir muitos jardins para nenhuma flor?
Deixar o silêncio como resposta?
Quando a paisagem é bonita queremos nos inserir nela.
Fechando o tempo com ameaças de trovoadas alguns querem distancia deste horizonte.
Meio ao silêncio encontramos muitos jardins sem nenhuma flor.
Justamente as flores da inspiração, do comprometimento com o amanhã.
Alguns olhos seguem sem nenhuma cor.
Nossas paisagens não existem para alguns.
O mundo é muito grande, não importa, o meu mundo é um velho porto.
Um velho porto que fica nas curvas dos rios de muitos corações.
Curvas de rio.
O que poderíamos encontrar na curva de um rio?
Uma paisagem bonita?
Um tempo com ameaças de trovoadas?
Ou encontraríamos palavras?
O silêncio é um jardim sem nenhuma cor.
E as palavras?
As palavras são flores!
De todas as cores.
Flores do sol e da lua.
Da noite e do dia.
Que ficam nas ladeiras do velho porto.
Flores da nossa história.
Que ficam nas palavras do Anísio, Ernesto, Lúcio Albuquerque, Zola, Basinho, Sílvio Santos, Bainha, Dadá, Maraca, Oscar, Babá,.
O jardim deveria ser gigante para tantas flores.
O nosso velho porto é um gigante adormecido.
Que vai sendo acordado aos poucos.
Onde você plantou a sua flor?
No seu quintal existe um jardim sem nenhuma cor?
A resposta não poderia ser um silêncio de olhos sem nenhuma flor.

Diz a lenda!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Curiosidades históricas - Diz a lenda

Os nomes do Brasil

O Brasil já teve oito nomes antes do atual: Pindorama (nome dado pelos indígenas); Ilha de Vera Cruz, em 1500; Terra Nova em 1501; Terra dos Papagaios, em 1501; Terra de Vera Cruz, em 1503; Terra de Santa Cruz, em 1503; Terra Santa Cruz do Brasil, em 1505; Terra do Brasil, em 1505; e finalmente Brasil, desde 1527.

Por que Brasil?

O Brasil recebeu este nome porque nos primeiros anos de sua colonização era extraída das matas na costa brasileira a madeira chamada pau-brasil. Ela era usada para tingir tecidos e a cor que produzia era a cor da brasa.



Não sou daqui

A parte do México conhecida como Iucatan vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar, e o índio respondeu “yucatan”. Mas o espanhol não sabia que ele estava informando “não sou daqui”.


O rei proibiu o futebol

O rei inglês Eduardo II ordenou em 13 de abril de 1314 a proibição da prática do futebol pela população. Em nome de Deus, Eduardo II afirmou que o futebol era fonte de “uma grande perturbação” e que seria vetada sua prática a partir daquela data “sob pena de prisão aos transgressores”.



Robin Hood dos pobres

Lampião, também chamado “Capitão”, “Rei do Cangaço” e “Robin Hood dos Pobres”, fazia questão de passar uma imagem de homem caridoso, apesar de sua fama de tirano. Sanfoneiro, cantador, poeta, muitas vezes juiz, outras enfermeiro e dentista, ele tinha o respeito e a admiração da maioria da população pobre do Nordeste.


Quem ficou mais? Quem ficou menos?

O presidente brasileiro que mais tempo ficou no cargo foi Getúlio Vargas, foram 18 anos e 7 meses. Já o presidente que permaneceu menos tempo foi Jânio Quadros, com apenas 7 meses.



OK

Durante a Guerra da Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa “0 Killed” que queria dizer “nenhum (zero) morto”. Daí surgiu a expressão “OK” para indicar que tudo está bem.


A Primeira Cédula

No Brasil, as primeiras cédulas a circular foram os Bilhetes da Real Administração dos Diamantes, em 1771.



O Papiro

O papiro foi o primeiro material produzido artificialmente pelo homem a partir de fibras vegetais. Os rolos de papiro guardavam os hieróglifos, a escrita dos antigos egípcios representada por símbolos, e sobrevivem até hoje em diversos museus.


A cidade mais antiga do Brasil

A cidade mais antiga do Brasil é São Vicente, no litoral paulista. Foi fundada por Martim Afonso de Souza em 1532.



A Peste Negra

A Peste Negra na Europa ocorreu, porque as pessoas acreditavam que quem tivesse um gato era uma bruxa. Logo todos os gatos foram queimados, deixando os ratos (com as suas doenças) circular livremente e multiplicar-se.


O colégio mais antigo do Brasil

O colégio mais antigo do Brasil, que ainda está em atividade, é o Colégio Pedro II. Ele foi fundado em 1837, no Rio de Janeiro.



A Guerra do Barba

Em 1152, Leonor, mulher de Luís VII, rei da França, brigou com ele, sob pretexto de que o rei rapara a barba. Divorciada, casou-se com Henrique II, rei da Inglaterra. Luís VII, não gostou, principalmente porque lhe foi exigida a devolução do dote e declarou guerra ao rival britânico. O conflito passou à História como a Guerra da Barba.


Filmes pintados à mão

No início do advento do cinema, os filmes coloridos eram pintados à mão, quadro a quadro, num total de 24 quadros por segundo de filme. Só em 1960 é que começou a surgir o filme realmente colorido.



Cristãos-novos

Oliveira, Ramos, Coelho, Ribeiro. São sobrenomes de origem portuguesa, muito comuns entre os brasileiros. Fazem referência a plantas, animais e acidentes geográficos e podem indicar a presença de cristãos-novos na família. Cristãos-novos são judeus que, perseguidos durante a Inquisição em Portugal, foram obrigados a adotar o catolicismo. Para evitar novas perseguições, eles mudavam seus sobrenomes.


Carnaval

Até a década de 1930, era costume brincar o carnaval com fantasias e máscaras, ricamente decoradas com veludo e cetim. Esse foi um costume introduzido no Brasil, por influência dos franceses, em 1834.



O jornal mais antigo do mundo

O jornal mais antigo que se edita no mundo é o sueco Post och Inrikes Tidningar. Circula sem interrupção desde 1645, ou seja, há 355 anos, quando foi criado pela Academia Real de Letras da Suécia.


O jornal mais antigo do Brasil

No Brasil, o jornal mais antigo que se edita é o Diário de Pernambuco. Começou a circular em 7 de novembro de 1825, três anos após a Independência.



Meninas sem nome

Na China antiga, as meninas eram tão indesejadas nas classes pobres, que não recebiam nome ao nascer. Até se tornarem adultas , eram conhecidas apenas pelo lugar que ocupavam na lista numerada de nascimentos: a primeira, a segunda, a terceira filha etc.


Juscelino prometeu

A transferência da capital federal para o Planalto Central já estava prevista no artigo 3.º da nossa primeira Constituição republicana, de 1891, e foi mantida nas Constituições de 1934 e 1946. em comício no dia 4 de abril de 1955, em Jataí, Goiás, Juscelino Kubistchek jurou que iria “cumprir a Constituição” , inclusive o esquecido artigo.



Na Alemanha nazista

Depois que Adolf Hitler chegou ao poder, na Alemanha nazista, em 1933, centenas de livros foram queimados nas universidades alemãs. Obras do pai da psicanálise, Sigmund Freud, e de artistas como Paul Klee acabaram na fogueira por não se adequarem ao “espírito da nova Alemanha”.


Guerras Floridas

Em período de paz, para atender à necessidade de sacrifícios humanos, vitais para aplacar a cólera dos deuses, os astecas realizavam as chamadas “guerras floridas”, com sentido mais teatral do que destrutivo. Em comum acordo, dois grupos da confederação lutavam entre si, numa espécie de torneio cerimonial, em que o objetivo era demonstrar coragem e bravura e capturar adversários com vida, para oferecê-los como sacrifício.



Superstição romana

Os generais romanos eram extremamente supersticiosos. Eles só entravam em uma batalha, por exemplo, quando suas galinhas sagradas, que estavam sempre por perto, estivessem com apetite. Se as galinhas não comessem, eles simplesmente adiavam o confronto.

Fonte: HistóriaMais 2005-2010.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fundação Iaripuna divulga Programação de Aniversário de Porto Velho

A partir do dia 23 de setembro, a prefeitura de Porto Velho e a Fundação Iaripuna, darão início a uma vasta programação em comemoração aos 96 anos da cidade, festejados oficialmente no dia 02 de outubro. A abertura das festividades, será às 20h na biblioteca Viveiro das Letras, no bairro Jardim Eldorado, zona Sul da capital, com a apresentação do espetáculo “Canoa Canora”, que é composto de poemas, animações visuais e canções do poeta e compositor portovelhense Binho.

No dia 24 de setembro, às 19h, haverá um encontro de escolas de samba, na Rua Jacy-Paraná com Brasília. Dia 25/09, às 21h, acontecerá um show de rock e reggae no Campo Princesão, localizado à Rua Aruba (antiga Princesa Isabel) no bairro Socialista, zona Leste de Porto Velho. Na Feira do Porto, dia 26/09, acontecerá às apresentações de danças, músicas e teatro, a partir das 19h. No Mercado Cultural estão programados os shows “Alvorada para Porto Velho”, às 20h do dia 30/09 e no dia 1º de outubro, Fina Flor do Samba, às 20h.

Ainda em comemoração aos 96 anos da cidade, haverá apresentação de teatro e dança nas escolas municipais: Darcy Ribeiro, Maria Isaura, Roberto Pires e conveniada Marcelo Cândia, que acontecerá de 04 a 16/10.


Porto Velho- 96 anos

A instalação da cidade de Porto Velho ocorreu no dia 24 de janeiro de 1915, com a nomeação do Major de Engenharia do Exército, Fernando Guapindaia como Intendente municipal, cargo equivalente ao prefeito. No dia 4 de julho de 1907, um prego foi batido simbolicamente, para firmar um trilho no primeiro dormente colocado para a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. A partir daí nasceu à cidade de Porto Velho, que surgiu como conseqüência do início das obras da ferrovia.

Depois de sete anos, a Vila de Porto Velho com o rápido crescimento, tornou-se município no dia 02 de outubro de 1914, através da Lei nº 757, sancionada pelo governador do Amazonas, Jonathas de Freitas Pedrosa.

Percival Farquar, proprietário da empresa que conseguiu concluir a ferrovia em 1912, desde 1907 usava um “velho porto” para descarregar materiais para a obra e quando decidiu que o ponto inicial da ferrovia seria aquele local (já na província do Amazonas), tornou-se o verdadeiro fundador da cidade, que foi afinal oficializada pela Assembléia do Amazonas e recebeu o nome Porto Velho, hoje, a capital de Rondônia.
Fonte: www.rondoniaovivo.com

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A ESTRELA DO BETO


Por Artur Quintela



Prefiro minha estrela verde e amarela, como tantas vezes o disse o poeta.

Indiscutivelmente, porém, Beto se cobre e recheia de razão. A estrela que hoje ilumina nossa cidade presenteou-nos – todos – amantes da música e de todas as manifestações culturais com uma jóia. Nosso Mercado Cultural é essa jóia.

Jóia que saiu das sombras e dos escombros. Recuperada e guardada por Zizi, para depois ser lapidada por Ernesto, poeta mor de nossa cidade, e por todos aqueles que aderiram ao Projeto.

O Índio Iaripuna não poderia estar mais feliz. Caripuna, Massaká e Caritiana também juntam as mãos para aplaudir os Caeté, Tupiniquim, Tamoio ou Tapuia que aqui chegam com seus costumes e tradições, misturam-se e deleitam-se nas brancas águas do Madeira.

Ò, meu Madeira, mar-deirão de todos os beradeiros. Meu açúcar com mel da infância. Teu resgate está no centro da cidade, embora não cheguem ali suas águas.

Filhos do verde! Filhos do Norte! Acampem na praça do ilustre Presidente Criador desta terra. Deleitem-se com os acordes de instrumentos e vozes vários. Tragam seus filhos para conhecerem o passado.

Mercado Cultural! Das cinzas, a Fênix Beradeira retorna, mais viva e esfuziante que nunca!

Ó, meu Mercado.

Em tuas entranhas corre ser verter o sangue e suor dos ancestrais.

Ó meu Mercado! Nosso Mercado!!!

O luar prateado que te ilumina parece acanhar-se com tua grandeza. Melhor seria o sol surgir à noite, num rompante lírico, como se a deleitar-se na ribalta de nossos corações. Só assim faria mérito a obra tão pequena em porte e tão grandiosa em valor.

Nosso Mercado! Nossa Jóia Cultural!

Reluz, Estrela do Beto. Reluz por sobre nossas cabeças, em vermelho, verde, amarelo, azul e branco. Em todas as cores e todos os tons. Reluz, ó Estrela! Incendeia com teu brilho as margens de nosso Madeira! Enfeita a noite de lua cheia!

Estrela de nosso mercado Cultural!

A LENDA DA AMIZADE

Diz uma lenda Àrabe que 2 amigos viajavam pelo deserto,num determinado ponto da viagem discutiram e um deu uma bofetada no outro, o outro magoado, escreveu na areia :
Hoje o meu melhor amigo deu-me uma bofetada na cara.


Seguiram adiante e chegaram a um oàsis onde resolveram tomar banho.
o que foi esbofeteado e magoado comecou a afogar-se sendo salvo pelo seu melhor amigo,
ao recuperar-se pegou num canivete e comecou a escrever numa pedra :
Hoje o meu melhor amigo salvou-me a vida.


Intrigado, o amigo perguntou:
Porque è que quando te magoei escreveste na areia, e agora escreves numa pedra?
Sorrindo o outro respondeu:


Quando um grande amigo nos magoa,devemos escrever onde o vento do esquecimento e do perdão se encarreguem de apagar a lembranca,mas quando nos acontece algo de grandioso,
devemos gravar isso na pedra da memòria e do coracão onde vento nenhum o possa apagar.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Amanhã

Por: Beto Ramos

O artista com rosto pintado deixa o palco de sua ilusão.
Com roupas folgadas e nariz vermelho, ele canta a sua solidão.
Apagam-se as luzes do seu ultimo ato sem mágoas ou tristezas.
Ao fecharem-se as cortinas de um espetáculo de incompreensão,
o artista desce a ladeira sem olhar para trás.
Os cantos de alegria continuarão em sua alma.
O palco principal do seu espetáculo é a vida.
Como um Carlitos da margem direita do madeira,
o taciturno operário das letras apenas se despede
como sempre viveu “em silêncio”.
O bastidor sempre foi o seu lugar.
Ali por trás da ilusão plantada em solo fértil de vaidades,
o artista com rosto pintado começa a retirar sua máscara.
Sem sucessores, sem a fertilidade do solo das vaidades.
O artista precisa apenas de silêncio.
De um bom motivo para amanhã recomeçar um novo cantar.
O que é novo assusta.
O novo muitas vezes são coisas antigas guardadas num baú que sempre vai ser o mesmo.
Um baú sem novidades.
Onde se repetem os erros do passado neste espetáculo cheio de bis.
O artista se despede sem pedir aplausos.
O artista apenas deseja descer a ladeira sem olhar para trás.
Descendo a ladeira, longe das pinturas do seu rosto,
o artista ouve um som bem distante.
Então ele sorri.
Esta ladeira vai estar sempre aqui,
mas, o som cada vez mais distante.
Basta!
O artista precisa de solidão.
A solidão e o silêncio são companheiros inseparáveis
do que se pode fazer nos bastidores das palavras.
O artista deseja apenas paz.
Precisa de uma lua companheira,
precisa ter brilhos nos olhos.
O artista não pode perder o encanto.
O encanto não é um canto jogado ao vento.
O encanto é a magia que faz os olhos brilharem.
Sem a pintura no rosto, sem roupas folgadas e sem nariz vermelho,
o artista vai se recolher dentro do seu encanto.
Esperar a chuva chegar.
Sem lendas ou metáforas meio a tanta fumaça das queimadas dos desencantos de alguns.

Diz a lenda.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Marcas do Passado

Existiram dias em minha vida que a fumaça destas queimadas nem se comparavam aos dias nebulosos que vivi. Junto de minha mãe, passei por tantos caminhos tortuosos que as lágrimas dos meus olhos, fecundaram os momentos felizes que vivo hoje. Por sofrer por amor, minha mãe até hoje possui uns olhos caboclos que sempre se perdem no horizonte de sua alma. Dos filhos, por ser o mais velho e homem, deixei sobre os meus ombros um fardo tão pesado que nestes últimos anos, os meus olhos também começaram a se perder no horizonte. Como diria o meu grande amigo de algumas farras homéricas da época do Bilu Teteia, Carmênio, resolvi dar uma olhada nos meus alfarrábios. Coisas antigas, minhas, pedaços do meu coração que foram ficando em palavras sem rimas, sem a preocupação com a gramática ou fonética. Minha mãe viveu um só grande amor em sua vida. Um amor intenso, um amor para toda a vida. Um amor cheio de marcas, no coração e no rosto. Um amor com momentos felizes e muitos, mas, muitos momentos para se perder o sono. Do meu pai herdei uma forte opinião e o gosto por sempre querer participar de confrarias etílicas pelas madrugadas da minha tão querida Porto Velho. Mas, mostrei-me um beiradeiro de vergonha, e não deixei a marca do filho de peixe peixinho é. Como minha mãe respiro sensibilidade. Vivo sempre a espera de um milagre, onde a minha vida e a vida dos meus amigos, familiares possa ser cheia de felicidades e sem dias nebulosos. Como meu pai, sou crítico por natureza. Mas, também flexível ao ponto de sofrer pelo sofrimento dos outros. Alguém vai me perguntar sobre estas palavras. Talvez o texto de minha mãe que vai abaixo desta minhas linhas possa explicar. O amor e o desamor podem modificar a vida de muitas pessoas. Quando fomos morar sozinhos sem meu pai, arrumamos uma casa de madeira sem piso, portas e outras coisitas mais. Um dia tão triste em nossas vidas que nem a alegria que vivemos hoje pode apagar. Perdoe-me meus amigos, O Gente de Opinião, os que gostam e que não gostam de mim. Mas, palavras nascem do coração. Talvez muitos possuam o medo de mostrar o que viveram. Mas, as vezes é preciso dizer qualquer coisa sobre a gente. Um desabafo que não chega a ser triste, chega apenas a ser verdadeiro. O texto que vai abaixo vai ser escrito na íntegra, com erros de português iguais aos meus. Saibam vocês que palavras tão sinceras com certeza existem na alma de muitos de nós. Coisas simples, que quando vivemos nos levam ao céu e o inferno em alguns segundos. Se vivemos um grande amor, precisamos vivê-lo com intensidade, para que no amanhã que sempre se aproxima tão rápido as marcas do passado não possam nos perseguir como fantasmas que sempre batem em nossas portas.




“Pensei que

todo mundo

amasce igual a mim.

Mais foi puro engano.

Amei, amei, muito.

Mais não fui correspondida.

Espero ser amada algum dia,

não sei quando e

nem por quem, só o

mundo e tempo dirá.

A pessoa que mais amei

nunca descobrio que eu

daria até minha vida se

preciso fosse por ela.

Por isso pois tudo a perder.

Um amor tão bonito que

poderia dura a vida inteira”.




Maria José dos Santos Ramos







Hoje, vou assinar como realmente me chamo




José Carlos Oliveira ou Beto Ramos.




Diz a lenda.

sábado, 4 de setembro de 2010

Vai entender

Fizeram um samba quadrado.
Dentro de um quadrado entre paredes.
Um samba quadrado sem perguntas,
deixando alguns sambistas fora do quadrado.
O samba quando fica triste valoriza a sua origem.
O samba quando fica quadrado,
pode voltar ao quadrado de uma só mesa.
Fizeram um samba quadrado.
Um samba sem o porto velho porto.
Fizeram um samba quadrado.
Um samba que não é da sete de setembro
lá do quilometro um.
Um samba quadrado para poupar pó de café
para jogar no ventilador.
Fizeram um samba quadrado,
que nem o Bubu ouviu falar.
Um samba quadrado para poucos cantarem.
Aquela linda flor regada por um samba redondo,
agora é lembrada dentro de um quadrado
poupando pó de café para jogar no ventilador.
Vai entender o quadrado dos investimentos
em nossa cultura.
O cara que gostava do balanço do trem viajando junto com seu bem,
passou o ano inteiro batendo tecla e mais teclas sobre os investimentos quadrados
na Flor do Maracujá, no carnaval e outras coisitas mais.
Fizeram um samba quadrado que não é sucesso.
Fizeram um samba quadrado para deixar os sambistas do porto do velho Pimentel
sempre com o chapéu na mão.
Fizeram um samba quadrado que o João Carteiro não entregou a letra para ninguém.
Um samba quadrado quem nem a kizomba que é a festa das raças, ouviu alguém cantar.
Alguém fez um samba quadrado.
Um samba quadrado com alguns sem e muitos outros cem.
Um samba quadrado sem alguns investimentos, sem o apoio necessário para alguns eventos.
Um samba quadrado com alguns cem pros caras lá da cidade maravilhosa, alguns cem pros caras lá da cidade da garoa.
Pros caras do porto do velho Pimentel só a fumaça das queimadas.
Vai entender este quadrado sem rimas.
Estamos no centro histórico da nossa história.

“A melhor forma de ver o quadrado é olhando para ele” - Dom Lauro



Diz a lenda.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ernesto Melo e A Fina Flor do Samba e Royce do Cavaco


Caros amigos,


Como já é sabido, o novo formato do Projeto Cultural A Fina Flor do Samba privilegia toda sexta-feira, no horário nobre das 22:30 às 23:30hs, uma participação especial, de renome nacional ou prata da casa, onde o Projeto busca valorizar nossos artistas consagrados e entusiasmar novos Grupos Musicais, novos músicos e novos intérpretes;

Nosso pontapé inicial deu-se com o consagrado Dunga, cantor e compositor carioca que abrilhantou a A Fina Flor do Samba na noite de sexta, 28 de maio passado, cantando seus sucessos como “Sabiá Laranjeira”, “Sem Pintura”, e tantos outros. Desde então, já passaram pelo nosso palco pratas da casa do melhor quilate, como Silvio Santos, Bainha. Ênio Melo, Grupo SemModerasom.Grupo Kizomba; Assis do Areal, Torrado, João Carteiro e outros artistas;

Dessa forma, solicitamos a Vossa Senhoria divulgar a nossa atração de sexta-feira próxima, 03 deste mês, no Projeto A Fina Flor do Samba, nada mais, nada menos que o renomado ROYCE DO CAVACO, o qual irá desfilar pérolas de seus CD’s e de tantos outros compositores de igual qualidade.

Grato pelo apoio,


Ernesto Melo

A FINA FLOR DO SAMBA

Equipe

Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote e pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos – Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa! A galinha, disse:

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me incomoda.

O rato foi até o porco e lhe disse:

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!

- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranquilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.

O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:

- O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.

Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia caído na ratoeira. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia prendido a cauda de uma cobra venenosa e a cobra picou a mulher. O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.

O fazendeiro pegou seu cutelo (pequeno facão) e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco.

A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.

"O problema de um é problema de todos quando convivemos em equipe".
Fonte desconhecida

Av José de Alencar dec. 60


Esquina do hoje Mercado Cultural

DUZENTOS E CINQUENTA EM QUATRO I

Os pesadelos não podem ofuscar nossos sonhos. Diante da inconsequência de quem resume a vida dos outros na sua prisão de lamentos, ...