sábado, 30 de outubro de 2010

"I FESTA BREGA NIGTH" - GRES Asfaltao

Dia 06 de novembro, o GRES Asfaltao promoverá a "I FESTA BREGA NIGTH" a fim de angariar recursos para o carnvaval de 2011. Convidamos voce e sua familia pra esse Grande Baile.

SERVIÇO:

O QUE......: Baile no estilo brega retrô
QUANDO...: 06 de novembro
ONDE........: Mandacaru
HORARIO..: 22:30H
ANIMAÇÃO: Anjos da Madrugada
PREÇO......: R$ 50,00 (a mesa)
VENDAS....: Bar do Calixto
CONTATO.: 9903-3230 (Makumbinha) e 9222-7727 (Andreia)

A DIRETORIA

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O PEIXE PODE QUEIMAR

Por: Beto Ramos

O peixe fritando e todos de olho no gato ao lado do fogão.
Alguém chorando sem lágrimas nos olhos.
A poesia em alta sem palco e sem teto.
O cantor gritando quando deveria cantar.
O bar vendendo chá das cinco quando deveria vender cerveja gelada.
O menino mijão sem banheiro para aliviar.
Restou Porto Velho do meu coração.
São tantas as esquinas.
Mas, nós escolhemos a esquina principal do nosso centro histórico.
O povo aplaudindo e a chuva chegando.
O palco esquentando e as goteiras caindo.
O peixe queimando e o gato pulando.
Alguém continua chorando.
O poeta falando. O povo sem entender.
O tempo passou. O mundo mudou.
Os artistas de porto precisam de atenção.
Alguns quando nos vêem batem na madeira.
Batem na madeira errada.
A madeira vira lenha.
A festa acabando.
O menino coletando as latinhas de cerveja.
O menino vendeu as latinhas e ganhou algum.
Todo mundo ganha.
E os artistas principais?
Os artistas estão sem texto.
Precisamos é abrir os olhos.
Acho que vamos chorar também.
O samba não pode se calar.
Chorar que nada, vamos é cantar.
Porto Velho merece respeito.
Sempre fica a história dos homens.
O problema é saber o real valor da nossa cultura.
O peixe fritando e todos de olho no gato ao lado do fogão.
Quero ver é se este peixe queimar.
O gato vai fazer o que se todos estão de olho nele!
Alguém continua chorando.
Artista precisa de inspiração.
Linda a lua das noites de Porto Velho.
Iluminando a esquina principal do nosso centro histórico.
Alguns querem viver na escuridão.
Não desejam ver que a luz da lua ilumina o sucesso de todos.
Alguém falou da Escola de Castro Alves.
Talvez tenha razão.
O menino mijão passou correndo por aqui.
Foi fazer xixi lá na Praça Getúlio Vargas.
É que o banheiro estava muito sujo.
Bem, nós fazemos a nossa parte.
Alguns precisam compreender para crescer.
Diz a lenda!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Lenha de todos os dias

Por: Beto Ramos

Viajando no imaginário de nossa população,
consegui encontrar o significado dos teus cabelos brancos.
Então vai o menino barrigudo,
olhos atentos, desejo dentro de sua criatividade ao encontro.
Encontrar não significa possuir.
Cinqüenta anos de história não se escreve em algumas linhas.
Então, ele vai ao encontro.
Encontrar o que?
O encontro satisfaz o que os nossos olhos desejam ver.
E o menino desce a ladeira com a lenha no brilho dos seus olhos.
O pequeno saqueiro cresceu e faz queimar a fogueira com sua lenha de criatividade,
de sonhos que foram plantados num Porto Velho que ele viu crescer.
Sua vida já foi uma ladeira.
Seus sonhos já foram versos etílicos do fim da rua.
Mas, o saqueiro voltou, e trouxe no seu peito um coração cheio de vitórias.
Nunca existiram derrotas.
O que sempre existiu foi o sambista de Porto Velho.
Hoje, a semente do saqueiro brotou em voz alta.
O saqueirinho da criatividade, o Silvinho, trás orgulho ao beradeiro de São Carlos.
O nosso orgulho é podermos chamá-lo de amigo.
O saqueiro hoje vende sonhos.
Grita com sua alma.
Olha a notícia.
E todos já ficam esperando a novidade.
Essa é a vida de quem escreve sua história pelas próprias mãos.
Lágrimas.
Sem lágrimas não existiriam as inspirações de meio século de criatividade.
Porto velho porto.
Ceará de Iracema.
Zekatraka.
Sílvio.
O filho do Buchudo já está puxando a lenha pra fogueira do Zé.
Claro!
Esta fogueira não é de vaidades.
Esta fogueira é para o crescimento de nossa cultura.
Vai saqueiro, desce a ladeira, sobe a ladeira.
Hoje, do ponto mais alto da nossa cultura beiradeira, você faz a diferença.
Quero um suco de maracujá, diz o saqueiro.
Que satisfação ver que o saqueiro cresceu, e nos traz orgulho.
Estes teus cabelos brancos são canções que encantam nossas vidas.

Diz a lenda.

domingo, 3 de outubro de 2010

Chico da Silva em Porto Velho

Valeram as lágrimas do poeta!

























Histórias do menino barrigudo

No sábado dia 02/10, Sílvio disse bem baixinho para mim:Não é puxando o saco não,mas tu escreve pra caramba. Para mim que sou o menino buchudo, signifa muito!
Diz a lenda!



Por Silvio Santos





Saqueieirooo! Saqueieirooo! Assim “Barrigudo” levava a vida na Feira Livre que existiu no local onde hoje funciona o Mercado Central, no quadrilátero formado pelas ruas Farquar, Euclides da Cunha, Henrique Dias e Travessa Renato Medeiros. O grito de saqueieiro era praticado por todos os meninos que vendiam saco feito de folha de saco cimento na Feira Modelo, esse era o nome da Feira Livre inaugurada em Porto Velho em meado da década de 1950.

Barrigudo começou suas atividades como vendedor de saco, carregador de água para as banqueiras, vendedor de mingau e outras coisas, assim que sua mãe ficou viúva e para sustentar os filhos, colocou banca de venda de comida na Feira Livre que existia em frente ao Mercado Municipal (hoje Mercado Cultural) pelo lado do palácio do governo.

Quando o governo resolveu inaugurar oficialmente o palácio em 1954, a feira foi transferida para um galpão construído no espaço que ficava entre o Clube Internacional (Hoje Ferroviário) e o prédio da Usina que pertencia ao Serviço de Água, Luz e Força do Território Federal de Rondônia - SALFT (hoje é a sede da Ceron/Eletrobrás). A rua existente ali ficou conhecida como rua do Coqueiro hoje é a Euclides da Cunha.

A feira livre naquele local era provisória, pois a prefeitura estava construindo o local definitivo ao lado de uma dos casarões da Estrada de Ferro Madeira Mamoré que ficava nos fundos do recém inaugurado Prédio do Relógio.

Acontece que nesse ínterim, a mãe de Barrigudo, juntamente com outras pessoas, conseguiu licença junto à direção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré e constuiu uma casa bem em frente da Feira Modelo pela rua Farquar.

A Feira Modelo só funcionava de 5ª feira ao meio dia de sábado. Quinta feira a tarde chegava o Trem da Feira que vinha com produtos dos agricultores que moravam ao longo da via férrea entre o KM 25 (Teotônio) até Porto Velho. Sexta feira era vez de chegar a Lancha do Beiradão do que vinha com os produtos dos agricultores que moravam entre São Carlos e Porto Velho. “A gente pegava carreto para transportar cachos de banana, saco de carvão e outros produtos do trem ou da lancha para a Feira” conta Barrigudo acontece que no percurso para feira ele ia tirando banana da palma e deixando no chão, enquanto um comparsa previamente combinado, ia juntando. “Aquelas bananas a gente botava para amadurecer e vendia”. Muito “peralta” Barrigudo não deixava escapar nada. Sempre estava procurando confusão com os meninos que apareciam pela feira. Os comerciantes que tinha boxe sabendo que Barrigudo não enjeitava nenhuma parada, quando viam um menino estranho no pedaço, ofereciam Cinco Cruzeiros (Barão do Rio Branco) se o Barrigudo tivesse coragem de dar um tapa no intruso. Barrigudo não contava conversa, ia lá Pou! Voltava e recebia a grana.

Os quintais das casas daquela vila que ficava em frente à feira pela Farquar, quando era o tempo das praias, nos meses de agosto setembro, eram alugados aos “Condutores” da EFMM para servir de depósito de tartaruga e tracajá que vinha de Guajará Mirim para serem vendidos em Porto Velho. O condutor que alugava o quintal da casa do barrigudo era o Armando Holanda conhecido como “Periquito”. Barriguda durante a noite riscava um palito de fósforo perto do nariz da tartaruga que morria asfixiada. Na manhã seguinte Periquito chegava e queria saber se alguma tartaruga havia morrido e Barrigudo ia direto naquele que ele Havaí asfixiado na noite anterior e então Periquito ordenava que ele jogasse a “bicha” fora. No meio do mato Barrigudo abria o peito da tartaruga e retirava os ovos que eram vendidos na feira.

O menino cresceu, estudou se formou, aprendeu a arte da tipografia nas oficinas do jornal Alto Madeira foi trabalhar como radialista na Rádio Caiari, passou pelos jornais A Tribuna, onde se transformou em Zé Katraca, foi para O Guaporé, Estadão e há 17 anos, é integrante da família Diário da Amazônia e continua Barrigudo.

O mercado ganhou força

Le marché gagné de la force ( O mercado ganhou força)



Por Beto Ramos:

Eu pobre mortal.
Filho da mata, filho do sol, filho da lua, filho da chuva.
Eu pobre moribundo das palavras,
triste filho rejeitado por frases absurdas
vindas da imortalidade histórica que merece o meu respeito.
Eu pobre publico taciturno
de um espetáculo do teatro do absurdo.
Eu pobre índio de cara pintada.
Sentado na praça
sem entender o valor de un coup de la morte.
Cenas para ficar na alma,
dividindo a história com l'ignorance n'est aucune excuse.
Bebendo da insensatez, palavras não poderiam ofender os nossos ouvidos.
Aquela resistência não poderia ver a cor da história.
A história não precisa possuir cor.
A história não é escrita com adornos de prata ou de ouro.
O que sempre fica é a história dos homens.
Eu pobre mortal.
Jamais iria perder a minha identidade
de índio nu que fica na praça assistindo sem jamais aplaudir
o quase nosso teatro do absurdo.
Eu pobre mortal entristecido,
com olhos cheios de lágrimas.
Eu beradeiro que de palavras cheias de erros
posso dizer que le marché gagné de la force.
E da praça podemos assistir também um espetáculo
de grande beleza.
Eu pobre mortal.
O meio de dois lados que fazem e são história.
Eu pequeno que contribuiu com o voo da fênix beradeira
que não é mortal nem imortal, é o nosso Mercado Cultural.


Diz a lenda.

DUZENTOS E CINQUENTA EM QUATRO I

Os pesadelos não podem ofuscar nossos sonhos. Diante da inconsequência de quem resume a vida dos outros na sua prisão de lamentos, ...