sexta-feira, 27 de maio de 2011

Diz a lenda - Cheiros e Sabores

Por: Beto Ramos



Hoje, acordei cheio de saudosismo.

Olhei a mesa na minha frente e lagrimei os olhos.

Lembrei-me dos cheiros e sabores da casa de minha avó.

Cedinho com o Sol nascendo o cheiro de café invadia a casa.

O café era torrado ali mesmo.

Neste exato momento, sinto o cheiro daquele café que somente vovó sabia fazer.

Mas, o sabor daquele café que vinha no bule, foi pro andar de cima com minha avó.

E tinha bolo de macaxeira.

Pé de moleque.

Tapioca e beiju.

Cuscuz feito na tampa da panela!

Tinha banana frita.

Algumas vezes, na época da pindaíba, tinha chibé.

Curau.

Mingau de banana com tapioca.

Milho cozido.

Havia também bodó com canela e açúcar por cima.

Tinha leite de camburão.

Sozinho, observo a mesa e sinto um grande medo que velhas identidades estejam em declínio.

A cozinha da casa de minha avó possuía uma grande mesa.

No centro desta mesa ficavam sempre a farinheira e uma fruteira que sempre era abastecida com banana prata.

Nossas lembranças não poderiam jamais ser afetadas por esta tal globalização.

Minha identidade é o passado que sempre tento manter no presente.

Havia também doce de leite.

Quando o leite coalhava, minha avó colocava para cozinhar até virar um doce saboroso.

Já vi muita gente fazer.

Igual jamais.

Quando minha avó deu sinais de despedida desta vida, após um terrível derrame, sempre pensei em manter suas histórias, cheiros e sabores.

As histórias qualquer dia desses vou contar.

Quando ela me via, sempre dizia para que eu não esquecesse a velhinha.

E eu dava café escondido, de minha mãe, para ela.

O médico havia proibido.

Sorrindo sempre me dizia:

- Não existe coisa melhor que um cafezinho!

Na minha casa pode faltar tudo, menos café!

Como sinto vontade de sair e ir à casa de minha avó.

Hoje, vou ser avô!

Meu neto além de vascaíno vai ter que conhecer as histórias de minha avó.

Espero tomar café junto com ele.

Vai ter bolo de macaxeira, cuscuz, pé de moleque, tapioca e beiju.

Vai ter que tomar mingau de banana com tapioca.

Vou até tentar fazer doce de leite.

Mas, o leite não pode ser em caixinha, deste que vende no mercadinho.

Precisa ser daqueles que o leiteiro deixava na porta de casa bem cedinho.

Bem, agora vou tomar meu café.

Sozinho.

Mas acompanhado por muitas lembranças que jamais deixarei se perder com esta modernidade que me assusta.

E você lembrou-se de sua avó?

Sempre vai existir uma história a ser contada.





Diz a lenda

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Diz alenda - Contar mais cinco

Por: Beto Ramos


O Curupira atraiu o caçador que estava vestido de branco.

Cheio de medo ele saiu fumaçando pela mata sem encontrar o caminho.

Assustado, foi parar na beira do rio atraído pelo canto da Mãe d’água.

Montado num Caititu, o Curupira passou azulado sorrindo com seu cachimbo na boca.

O caçador livrando-se da beleza da Mãe d’água saiu de fininho sem dar um pio.

Nas sombras da floresta, começou a ver visagens.

Lá vem a Matinta Pereira.

Seria ela uma velha bisbilhoteira querendo assustar o caçador?

- Nunca mais vou caçar e nem seduzir!

E correu para bem longe.

Estava ouvindo vozes dentro da mata.

Seguiu novamente em direção ao rio.

Encontrou a Boiúna pensando que era um navio que poderia socorrê-lo.

A Boiúna transforma-se em navio fantasma.

O caçador como uma criança ficou com vento caído, pois logo encontrou o Caipora.

Cuidado com o caiporismo!

Quem lembraria de Dona Cotinha?

Mas naquela mata não existia rezadeira.

E lá vem novamente o Curupira junto com o Caipora.

A Mãe d’água vem logo atrás com o seu belo canto.

Também a Matinta Pereira junto com a Boiúna.

- Nunca mais vou caçar e nem seduzir!

Ele começou a lembrar de muitas coisas.

Até cantou “Fui à Espanha”, “Marcha Soldado”.

Mas, o caçador não estava louco.

O que ele não sabia é que o Curupira é um espírito bom e protetor.

E tudo aquilo era apenas um grande susto.

Escondido atrás de uma árvore, quem dava sonoras gargalhadas era o Saci-Pererê.

O malandrinho estava apenas querendo se divertir.

Quem sabe o caçador não brincou nos Bumbas Sete Estrela, Prata Fina e Caprichoso?

O que é o que é?

Fala e não tem boca, anda e não tem perna?

Quem não pode com o pote não pega na arrodilha.

O caçador vestido de branco e sem nunca tirar o chapéu da cabeça, voltou para dentro do rio e transformou-se novamente num boto.

Desta vez não caçou e nem seduziu nenhuma donzela, apenas levou um susto muito grande.

E tem a estória do pato e existe a estória do pinto, quem souber contar mais, que conte mais cinco.



Diz a lenda

sábado, 14 de maio de 2011

Diz a lenda - Sombras

Por: Beto Ramos


Obscuro, misterioso, difícil de entender.
Taciturno.
Nem dia nem noite.
O que existe e todos vêem, não precisa ser explicado.
O que se guarda atrás do Morro do Querosene ninguém encontraria, pois não existe mais o Morro do Querosene.
Encontrei nas palavras um esconderijo para alguma coisa ou quem sabe pessoas.
O obscuro, misterioso, difícil de entender é o que se esconde quando os olhos se fecham.
Existe um gosto pelo complicado, pois aflitivas são as coisas fáceis de compreender.
Vivemos nos barrancos helenísticos de nossa cultura.
Uma pedra no caminho não poderia deixar explicações óbvias de quem é escada neste cenário de fantasias que vivemos.
Ser sonhador não poderia fazer nascer um soneto sem que ele seja uma pequena canção.
Sambas Alexandrinos de Calímaco, Herondas, Licófron e Teócrito seriam mal interpretados com certeza.
Mas, eles existem e quase passam despercebidos.
Ver o sol se por na beira do nosso Madeira, é escrever uma mesma história com muitos gritos da consciência.
Precisamos ouvir o acorde de vários instrumentos e várias vozes na mesma altura.
Nem mais alto, nem mais baixo.
Mas existem o desacordo, divergência, contradição, disparidade, dissonância, desarmonias e desafinações.
O enigmático torna-se triste quando a poesia é deixada de lado no meio do nosso centro histórico.

Diz a lenda

Naná Vasconcelos

Gostaria muito de elogiar a realização do SESC de Porto Velho e da Fundação Cultural Iaripuna com o show de Naná Vaconcelos.
Valeu Ceiça Farias e Berenice Simão!
A musicalidade e a mistura de ritmos engrandeceu nossa cultura nas margens do madeira.
Diz a lenda

quinta-feira, 12 de maio de 2011

ERNESTO PARTICIPARÁ DE REUNIÃO COM TATÁ E CHICÃO

O cantor e compositor Ernesto Melo, novo presidente da Associação Cultural Rio Madeira, confirmou agora há pouco que recebeu a carta de renúncia do ex-presidente José Maria Ortiz de Carvalho, que já assumiu a presidência da associação e que vai representar a entidade na reunião com o presidente da Fundação Cultural Iaripuna, Altair dos Santos, o Tatá, marcada para o dia 13 de maio, sexta-feira, às 17 horas, no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Ernesto estará acompanhado dos associados Ênio Melo, Dona Rosa Melo, Antônio Serpa do Amaral Filho, o Basinho, William Haverly Martins, Henry Boero e Jorge Américo de Azevedo, o Cachoeira. Essa será a reunião de estréia dos integrantes da Associação Cultual Rio Madeira com as agências culturais da administração pública. O encontro tem por objetivo fazer a apresentação oficial da ACRM à entidade cultural do município de Porto Velho e também a entrega do primeiro pleito para realização de projeto artístico. O presidente Ernesto Melo passará às mãos de Tatá o projeto de documentário “Comunidade de Feirantes do Mercado Central”, produzido por Basinho e Zola. Além disso, a ACRM vai pedir apoio logístico para a exibição do seu primeiro documentário no Mercado Cultural, cujo tema é a vida do cantor e compositor Paulinho da Viola, na ante-sala da Fina Flor do Samba, caso o grupo de samba aprove a idéia. Se não houve aprovação, a ACRM não desistirá da idéia e apresentará o filme sobre Paulinho da Viola num outro dia, no Mercado Cultural. A reunião com Chicão, da Secel será agendada para o mesmo dia 13, às 16 horas, no prédio da antiga administração da EFMM.





ZOLA PROPÕE DIA DA CRIAÇÃO DO TERRITÓRIO COMO DATA PARA IDENTIDADE RONDONIENSE



O jornalista Zola Xavier da Silveira, o Adido Cultural do Guaporé no Estado do Rio de Janeiro, propõe a data de 13 de setembro como referência cronológica para o DIA DA IDENTIDADE RONDONIENSE que está sendo discutido no seio da Associação Cultural Rio Madeira. Em 13 de setembro de 1943, o presidente Getúlio Vargas criou o Território Federal do Guaporé e em outubro do mesmo ano ele desembarcou em Porto Velho, então Estado do Amazonas, onde foi recebido pelo diretor da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Aluízio Ferreira. Nessa oportunidade ele teria dito, depois de assistir ao desfile dos operários, “Em Porto Velho, cada Soldado é um Operário e cada Operário é um Soldado com o objetivo de trabalhar pelo engrandecimento da pátria”.



Segundo Zola, essa data é de fundamental importância para a nossa identidade porque deixamos de ser Estado do Amazonas e passamos a ser uma unidade política Guaporé. A criação do território seria o nosso grito de independência cultural, política e econômica, sendo também a primeira matriz autêntica da identidade do povo de Rondônia. Saímos do jugo amazonense e passamos a ser nós mesmos. A partir dessa data é que se formarão as duas correntes políticas, Cutubas e Peles-curtas, que iriam forjar as páginas históricas que desaguariam na criação do Estado de Rondônia. A data, portanto, diz Zola, guarda um conceito histórico-cultural de irrefutável importância para a identidade dos rondonienses. A discussão está aberta. Com a palavra os associados.



Remessa da

Assessoria Especial da Presidência da ACRM

terça-feira, 10 de maio de 2011

UMA RESPOSTA AO PRECONCEITO E A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NA ASSEMBLÉIA

DEPUTADA ACREANA É INTOLERANTE E PRECONCEITUOSA.
1cernegroacre • Rio Branco, AC
6/5/2011 • 0 • 0
Marileide Serafim diz que acreditar na família não é ser preconceituoso

Deputada, Vossa Excelência como parlamentar que foi eleita pelo povo
não falou em seus pronunciamentos de campanha que queria só o voto dos
que comungam com a sua religião e em nenhum momento disse também que
votos de cidadãos de outra Religião não valeriam para elegê-la.
Isto posto, peço com todo amor que vossa excelência trouxe em sua
palavras QUANDO PEDIU AOS JORNALISTAS PARA ESCREVEREM COM DEUS NO
CORAÇÃO, e em nome de OXALÁ que é o ORIXÁ maior da minha RELIGIÃO, que
Vossa Excelência respeite as religiões que não são fundamentadas pelo
dogma da sua Religião, respeite o ser humano que de acordo com as
pregações realizadas pelo mandatário maior de seus princípios
religiosos, aquele a quem vocês chamam de Jesus pregou, "amai-vos uns
aos outros como eu vos amei".
Vossa excelência esta esquecendo que esse País é LAICO e tem uma
Constituição Federal que o rege, e essa constituição da o direito ao
povo seguir a religião que quiser e bem entender, sem ser perseguido
ou humilhado por pessoas como Vossa excelência. Estamos em um mundo
diferente desse que Vossa excelência vive, no mundo de hoje a
concepção de família é outra, e isto devido a conseqüências causadas
por pessoas de pensamento mesquinho e preconceituoso como o de vossa
excelência.
Vossa excelência está ai para defender o direito do povo, do cidadão
seja ele de qual religião for, seja ele de qual entendimento sexual
for, seja ele de qual partido político for, em fim, basta ele ser um
cidadão vossa excelência tem o dever e a obrigação de defender os seus
direitos. Legislar é isso e não defender a suas convicções e praticas
condenando as demais, a bíblia é uma concepção cristã e não serve para
balizar ou reger uma Cidade, Estado ou Nação.
Se a Bíblia serve para que seus mais internos preconceitos sejam
externados através de um entendimento errôneo e singular como o de
vossa excelência, ela não serve para as pessoas que não tem nenhum
tipo de afinidade com os seus princípios religiosos. RESPEITO É BOM E
CABE EM TODO LUGAR, o que Vossa excelência fez foi externar o seu
preconceito e a sua intolerância religiosa se amparando na sua
imunidade parlamentar, porem, a lei serve para todos e vossa
excelência não está acima dela.
É através de intolerâncias como a sua que o mundo observa tantas
atrocidades, é por atos igual ao seu que pessoas simples são levadas a
cometerem crimes, então espero que Vossa excelência repense suas
atitudes como parlamentar eleita pelo povo CRISTÃO E NÃO CRISTÃO e
comece a exercer o seu papel na sociedade que é o de defender os
direitos do cidadão. AXÉ E QUE OXALA E TODOS OS ORIXAS LHE ILUMINE E
LHE DE PAZ, SAUDE, HARMONIA, TRANQUILIDADE E ENTENDIMENTO.

Eudmar Bastos – GRADUANDO DO CURSO DE HISTORIA LICENCIATURA E
BACHARELADOMilitante do Movimento Negro pela ONG CERNEGRO/ACRE –
Centro de Estudos e Referência da Cultura Afro-Brasileira do Acre,
Ogãn da Nação de Angola.

http://papodemacumba.blogspot.com/

--
Eudmar bastos - CERNEGRO

* FEIJOADA DO TIGRE 2011

Oi GALERA!!!! tudo bem? Convidamos a nossa comunidade, brincantes e simpatizantes em geral para participar da nossa feijoada conforme abaixo.
Um abraço e antecipadamente agradecemos a participação de todos.




QUANDO........: 14 de maio (sabado)
ONDE.............: Tenda do Tigre
ENDEREÇO.....: Jaci Parana com Brasilia
HORARIO........: 12:00h
ANIMAÇÃO......: Asfaltao e convidados
PARTICIPAÇÃO: Bateria Pura Raça, mulatas,
Mestre Sala e Porta Bandeira e passistas.

A Diretoria

sábado, 7 de maio de 2011

POVO MORENO - PAULINHO RODRIGUES



Urutaua Mãe-da-Lua- Paulinho Rodrigues

Gente nossa que faz um trabalho lindo junto com a Banda Wuaku'mã



Walter Bártolo

Até breve

Por: Beto Ramos

A luz se apagou.
O poeta usando da tristeza exilou em algum lugar o seu quase samba.
Fecharam-se as cortinas.
Mudou o clima.
Apenas vai chover.
Tempestades com trovões e raios não mudariam o que é belo.
A luz se apagou.
Durante a escuridão o sambista partiu.
Foi ao encontro de algo que nunca encontrará.
Na escuridão não poderíamos ver a imperfeição.
O poeta fecha uma porta que nunca se abriu.
Nunca existiu porta.
O que sempre existiu foi uma porteira.
O sambista se retira apenas para manter as aparências.
Aparências que são visíveis de qualquer ponto das contrariedades.
A luz se apagou.
O sambista não deseja o retorno do seu quase samba.
Nunca existiu bom dia nem boa noite.
O poeta volta para um Porto Velho que tanto ama.
O poeta deseja andar nas ruas antigas.
Quando a luz se apagou, o poeta buscou as lamparinas.
A poesia está triste.
Triste pela falta de luz.
O poeta não deseja compreender os olhares.
Os olhares são tristes e cheios de medo.
O poeta deseja apenas paz.
A força das palavras sempre existirá mesmo no escuro.
A luz se apagou.
O poeta junto com seu samba deseja ficar no escuro.
O poeta não deseja que o reconheçam na subida ou na descida da ladeira.
O poeta vai abrir os braços no meio da praça.
Vai dizer que nunca existiu poesia.
O que sempre existiu foi o silêncio acompanhado de muitas pessoas.
A luz se apagou.

Diz a lenda

Dara Alencar

Minha amiga Dara, revelação cheia de talento de nossa querida Porto Velho.

Pedra 90

Cultura Óleo de Peroba

Por: Beto Ramos

Texto Publicado em 11/12/2010 no Portal Gente de OPinião.
Estamos Criando o Prêmio "Cultura Óleo de Peroba"

http://www.gentedeopiniao.com.br/lerConteudo.php?news=71958


Estamos crescendo.

Nossa cultura beradeira começou a ocupar o lugar que sempre deveria estar.

Todos os movimentos culturais estão a um passo além das nossas expectativas.

Somos grandes.

Sempre fomos grandes.

Fazer cultura é fazer parcerias.

Dentro de nossa cultura precisamos do apoio de todos.

Virar as costas para qualquer forma de ajuda seria um suicídio cultural.

Precisamos andar de braços dados com a nossa Fundação Cultural Iaripuna.

Precisamos estar em sintonia com nossa Secel.

Os artistas, ou quem se considera artista, precisa compreender para crescer.

Andar juntos no mesmo caminho não é desrespeitar o espaço do outro.

Estamos crescendo.

Viva a dança.

O teatro.

O samba.

Viva a seresta.

Vivam os malucos de plantão, pois sem loucura não existiria cultura.

O meio cultural de Porto Velho vem ganhando respeito pela criatividade.

Ser criativo não é querer ser forte.

Jamais precisaríamos ganhar espaços pela força.

A força que possuímos é a palavra.

Palavra em verso, em prosa, canção ou na defesa dos nossos espaços.

O nosso crescimento cultural sempre existiu.

Talento é o que não falta.

Possuímos artistas talentosos que não deixam a desejar em nada a quem se acha dos grandes centros da nossa cultura tupiniquim.

Todos possuem a sua parcela de contribuição neste crescimento.

Diante da cultura, somos todos iguais.

Somos artistas de rua.

O mundo é nosso palco.

Para fazer bem feito não precisamos de muitas coisas.

O talento supera tudo.

O artista precisa ir onde o povo está.

Agora existe um seguimento que a todo custo procura se instalar neste meio.

“A CULTURA ÓLEO DE PEROBA”.

São estes poucos que andam em terrenos muitas vezes inférteis, que em alguns momentos causam pânico entre os que compreendem o crescimento.

Caras de pau que simplesmente se preocupam em atrasar os espaços dos outros, com uma máscara que logo vai se quebrar.

Das minorias nascem os maiores talentos.

Mas, queria pedir perdão aos críticos de plantão, pois esta minoria classificada como “cultura óleo de peroba” deveria desaparecer.

Poucos que se infiltram meio a quem deseja sempre fazer o melhor, simplesmente para tentar manchar a imagem de beradeiros que nasceram na maternidade Darcy Vargas.

Precisamos de história e não de estórias.

Fazer cultura para demonstrar força diante dos que seguem o mesmo caminho, é uma forma estranha de mostrar criatividade.

Precisamos saber respeitar o espaço dos outros.

Não se compra o respeito do público.

O público ama a arte independente de preço.

Sendo bom e com respeito, todos estarão juntos no mesmo caminho.

Vamos nos unir diante da nossa história.

Precisamos de comprometimento.

Cada um de nós merece o que a natureza pode nos oferecer.

Jamais alguém poderia podar a criatividade de alguém.

Precisamos nos unir diante de um futuro que nos promete o melhor.

Não sendo assim teremos que criar o prêmio “ÓLEO DE PEROBA DA CULTURA DE PORTO VELHO”.

Caras de pau existem em minoria.

Uma pena que a nossa cultura esteja se infectando por eles.

Bem, é o que eles pensam...



Diz a lenda.

IDENTIDADE

Construindo uma identidade. A logomarca definitiva da ACRM. O texto de William Martins. Nosso muito obrigado ao Beto Ramos.‏




Por William Haverly Martins



Porto, velho e seguro porto!
Chega de trevas, de lassidão.
Sentimentos e patrimônios unidos,
raízes firmando os pés ao nosso chão.

Café com pão, café com pão, abandono não!

Porto, meu porto de ninar!
Tuas colossais águas barrentas,
da grande nação karipuna,
assistiram a morte dos brios e o avatar.

Café com pão, café com pão, abandono não!

Porto, meu porto de atracação!
Quando o poente aureolou a tua imagem,
as fluviais convergiam aos teus pés,
as paralelas da historia o teu viés.

Café com pão, café com pão, abandono não!

Porto, meu querido porto!
Retrato viajando no tempo através da luz:
látex, cassiterita, ouro, energia – o boto!
Cada parto uma explosão, o conjunto me seduz!

Café com pão, café com pão, abandono não!

Porto, meu porto destino...
Marcos, prédios, monumentos, dotes, o passado fluindo,
exalando cultura, língua, costumes, mesclando tudo:
a essência simbólica e imortal da alma coletiva, existindo.
Café com pão, café com pão, abandono não!

Porto, meu porto diverso na unidade!
Muitas vozes de efêmeros passageiros do tempo,
rotuladas em páginas e páginas de um histórico livro,
na dinâmica cultural da identidade.
Açaí com chimarrão, tucupi com camarão, tapioca e requeijão.
Tacacá com vatapá, feijoada de quibe com abará.
Churrasco de queijo, moqueca de pupunha e tucumã!
Café com pão, café com pão, costurando a união.





Remessa da

Assessoria de Comunicação/SJRO

INFORME DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL RIO MADEIRA

Liberdade com o próprio punho



CONSTITUIÇÃO GARANTE A PESSOAS PRESAS EM SITUAÇÃO IRREGULAR REDIGIR, SEM PARTICIPAÇÃO DE ADVOGADO, PEDIDOS DE HABEAS CORPUS AO STF. MUITOS JÁ CONSEGUIRAM O BENEFÍCIO

O inciso LXVIII do artigo 5º da Constituição Federal é claro: "Conceder-se-á habeas corpus (HC) sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder". Nas cadeias mineiras, o conceito da lei está sendo posto em prática por presos que, sem condições de pagar um advogado e impacientes com o demorado atendimento da Defensoria Pública, cada dia mais sobrecarregada com pilhas de processos, buscam a liberdade por conta própria. De 1º de setembro de 2009 a 22 de setembro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu 50 correspondências de detentos do sistema prisional de Minas requisitando, de próprio punho, o benefício do HC. Quinze, ou 30%, saíram de trás das grades.

No ano passado, o STF concedeu 4,7 mil pedidos de liberdade, dos quais 1,2 mil (25%) foram feitos por meio de cartas enviadas por presos à mais alta corte do país. A maior parte deles cumpria pena ou esperava julgamento em unidades prisionais de Minas, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. "O Supremo dá mais crédito ao HC enviado pelo detento que faz sua própria defesa do que ao impetrado por advogado", afirmou o presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Minas Gerais (OAB-MG), Adilson Rocha.

Ele explica que o habeas corpus (do latim corpo livre) pode ser solicitado por qualquer pessoa em benefício de outra. Não é necessário que um advogado seja constituído para entrar com o recurso nos tribunais. Portanto, o próprio detento tem condições de fazer o pedido, enviando correspondência às três instâncias judiciais. Entre os beneficiados em Minas por HC escrito de próprio punho está um jovem de 25 anos, acusado de cometer homicídio em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. No pedido redigido na carceragem do presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte, e encaminhado ao STF em 9 de setembro de 2009, ele alegou excesso de prazo para pronúncia de sua sentença.

Na carta endereçada ao então presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, o acusado ressaltou que estava preso há quatro anos e 10 meses e que, durante esse período, "aproveitou o ócio para ler coisas edificantes, como a Constituição Federal". Pela lei, argumentou o jovem, "ninguém pode ficar preso por prazo superior a dois anos, à disposição da Justiça, sem sentença de condenação ou absolvição". Na correspondência, ele afirmou que recorreu por conta própria ao STF por "ser pobre e não ter defensor constituído pelo Estado". Pela tabela da OAB, um advogado cobra R$ 1,5 mil para impetrar um HC. O selo da carta simples enviada do presídio de Neves a Brasília custou R$ 0,70, segundo os Correios.

O pedido de HC, com cópia do processo originado na comarca de Teófilo Otoni e sem pedido de liminar, deu entrada no STF 10 dias depois, sendo designada como relatora a ministra Cármen Lúcia. Em decisão proferida em 22 de setembro do mesmo ano, 13 dias depois do envio do pedido, a magistrada remeteu os autos ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), fato comunicado ao acusado em 13 de outubro. De acordo com o TJMG, ele deixou a prisão em agosto deste ano e seu processo está na secretaria da Vara de Execuções Criminais de Neves.

Além dele, também com pedidos feitos entre setembro de 2009 e setembro deste ano, ganharam a liberdade três pessoas que estavam presas em São Joaquim de Bicas e duas em Contagem, na Grande BH; duas em Juiz de Fora e uma em Muriaé, na Zona da Mata; uma em Guaranésia e outra em Paraisópolis, no Sul de Minas; uma em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri; uma em Nova Serrana, no Centro-Oeste; uma em Pirapora, no Norte de Minas; e outra em Turmalina, no Vale do Jequitinhonha.



Fonte: clipping TRF1



Assessoria Especial da Presidência da ACRM

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Rosimere e Thaís Caroline

A vovó mais feliz do mundo!
O vovô Beto Ramos Também!
Que este neto venha ao mundo com muita saúde!
Diz a lenda

segunda-feira, 2 de maio de 2011

porto velho: a estrela que não gera luz

o grito da Ação Popular Respeitem porto velho se espalha nos recantos da cidade



As estrelas são verdadeiras fontes de vida. O Sol é o responsável pelo principal processo fisioquímico realizado pelos vegetais: a fotossíntese. Por isso, a cadeia alimentar deflagrada pela luz solar é a base de toda a vida existente na Terra. No nosso caso, Porto Velho, por ter vultosa energia interior (capital humano) e exterior (capital financeiro), deveria ser o astro mais irradiante da Região Norte, onde o mínimo deveria ser próximo ao máximo.
Contudo, em Porto Velho escolhemos caminho diverso. Tornamo-nos uma estrela carente de luz. Uma estrela que gera treva e faz de qualquer perspectiva existencial um ciclo de mazelas e abandono. O retrato não é dos mais esperançosos. Parecemos um corpo sem luz própria a aguardar que, porventura, alguma estrela perdida nos aqueça um pouco: perdemos o mínimo vital.
Criamos em Porto Velho a lógica da maximização do mínimo. Cada cidadão deste rincão recebe o mínimo de qualidade de vida, de respeito, de lazer, de urbanidade. Tudo é o mínimo elevado ao mínimo possível. E assim a repetição do mínimo ecoa como uma música da desolação: será que existe algo além das fronteiras do mínimo? Ficamos com a impressão de que o mínimo já é o limite intransponível. E, encantados com a musicalidade circundante, nos conformamos com o mínimo e seguimos para o Rio Madeira como se fôssemos aqueles seres hipnotizados pelo Flautista de Hamelin.
Quando nosso caótico trânsito tenta diuturnamente destruir nosso sentimento de paz, refugiamo-nos na idéia de que algum Judas sabota nossas vidas (tempo é vida!) e nos desrespeita de propósito. Pensamos que, nesses dez anos anteriores as “nossas” Usinas, alguém deveria ter previsto esse exponencial aumento no número de veículos desta Capital e tomado as medidas pertinentes. Mas o nosso consciente coletivo não reconhece que erramos pela omissão e que também somos responsáveis pelas soluções de nossos problemas. Aliás, a intelligentzia de plantão (com soluções bizarras para o trânsito) sugere que compremos jegues de metal e passemos a nos locomover de bike pelas ruas desta Capital como se aqui fosse o Canadá ou a Suíça. Agora, será que alguém sabe quando esses intelectuais sairão do bunker que os protege do mínimo (nossa dose homeopática) e observarão como se encontra esta Cidade? Talvez eles, de fato, moram em outra Porto Velho...
À noite, em uma centena de ruas desta Capital, não vemos uma centelha de luz. Como se a treva de fato devesse se instalar para sempre no nosso meio. Qualquer cidadão que fica a aguardar um táxi, um mototáxi, um ônibus ou uma carona, desaparece no breu que se instalou em Porto Velho. Não é de se espantar que algumas pessoas, em razão da Sabedoria que têm, possam nos sugerir que, caso nos sintamos prejudicados pela treva, comecemos a criar insetos coleópteros (vaga-lumes) e, quando for preciso, basta liberá-los para trazer um pouco de luminosidade.
Ao lado da nossa Rodoviária, criamos uma Praça para que os porto-velhenses tivessem momentos de saúde e encontro com a família. Acontece que ao centro desse logradouro há um córrego fétido, um esgoto que se degusta do necrogosto, onde os ratos transitam em harmonia com a sujeira lá instalada. Cremos que tamanha contumácia com a podridão não pode ser de alguém que ama o local onde vive. Por essa situação, qualquer estrangeiro que por cá transita logo pensa: “não há alguma luz nesse Povo que o force a não aceitar essa horrível Rodoviária e essa praça imunda. Será que eles amam a treva?”. Nós, aparentemente, já interiorizamos esse descaso: “ora, sempre foi assim!”. Assim permanecemos no ciclo do mínimo e, de quando em quando, mostramos uma revolta ingênua contra aqueles alienígenas que apontam nossas chagas.
Nesse diapasão, resta-nos mencionar que os viadutos vão ficar para as calendas gregas. Quiçá, Cronos, o Senhor do Tempo, tenha a glória de contemplar essa obra humana concluída. E muito mais do que isso, dirá Saturno: nossa torcida para que essa obra não seja outra Torre de Babel que desabará sobre os homens. Enquanto isso, permaneceremos como Prometeu: presos nos engarrafamentos a suportar as bicadas do calor, das buzinas e da indiferença do concreto.
Esse cenário demonstra pontualmente que o mínimo é a marca registrada do atual ciclo que Porto Velho mergulhou. E pena que esse mergulho profundo não tende a encontrar a superfície, mas mais treva e treva. Não temos dúvida, por esses fatos, de que Porto Velho é uma estrela que não gera luz. Fazemos apenas uma pequena ressalva: Porto Velho gera Luz para alguns e para nós treva, jegues, pirilampos, ratos.
Não testemunharemos inertes as medidas odiosas que são aplicadas a esta Capital. A Ação Popular é mais do que um slogan de uma luta por Respeito à Porto Velho. É um remédio constitucional em que o titular é o Cidadão e por meio do qual a História Karipuna poderá ter rumo diverso...



Ação Popular: Respeitem Porto Velho!

DEBAIXO DOS CARACÓIS DOS SEUS CABELOS

Por William Haverly Martins


O jogo do ano! As chamadas televisivas giraram o mundo em vários idiomas e alcançaram meus ouvidos no nosso bom e velho português, a base materna da minha árvore genealógica advém daquelas distantes paragens: Reino de Leão e Castela. Nem precisava dizer que estou me referindo ao jogo do Real Madrid com o Barcelona, brasileiro de boa cepa, faço parte da legião dos apaixonados por futebol, abasteci-me de vinho produzido no Vale do São Francisco e auscultei minha expectativa, percebendo que ansiava por um jogo de afagos e cumprimentos à bola, com firulas e dribles de ambas as partes, mas, com o desenrolar do cronômetro, a peleja a mim me pareceu truncada, violenta, com escaramuças mútuas, o câmera man, envergonhado com a propaganda enganosa, passeou o foco pelas arquibancadas, uma faixa da torcida madrilena – VIVIMOS POR TI VENCE POR NOSOTROS – me teletransportou para Catalunha versus Madrid, a bola fora dividida ao meio: duas línguas - espanhol e catalão e em duas regiões da Península Ibérica - central e mediterrânica. Um país dentro de outro, com todo um passado de disputas hegemônicas, invasão de outros povos, conchavos familiares, raízes de um povo construindo a sua identidade.

O futebol perdia momentaneamente o viço e a História assomava meu cérebro por inteiro, massageando o cantinho da memória da leitura, dos estudos e da genética dos arquétipos coletivos deixados em mim pelo tempo. Perto do final do jogo, voltei do meu devaneio sob o compasso do bailarino Messi: balançando seus longos cabelos, traçou com dois belos gols a história daquele jogo, mas não imaginava o quanto de historia havia na trajetória perseguida no tapete verde, transformando a Espanha em monarquia constitucional. Lembrou-me a Espanha Muçulmana, a Reconquista, a Guerra Civil e a Espanha Moderna: foram vários gols de placa na memória de um povo com um dos mais significativos patrimônios históricos culturais da velha Europa, com participação expressiva de Portugal, consequentemente do Brasil.

De há muito venho batendo na tecla da insistência: precisamos chamar à responsabilidade o prefeito e o presidente da Fundação Iaripuna, no sentido único da valorização do nosso patrimônio histórico cultural. Sei que minha pena tem pouca penugem, mas a persistência não me incomoda, continuo lembrando da necessidade de se restaurar o prédio da velha prefeitura e da velha câmara, ali pertinho do nosso alcaide, na ladeira comendador Centeno, o prédio é tombado pelo patrimônio do município. Vale aqui parodiar Noel Rosa no “Samba da boa vontade”: “Comparo minha Porto Velho / A uma criança perdulária / Que anda sem vintém / Mas tem a mãe que é milionária”.

Já não pensamos a E.F.M.M., como símbolo da modernização do início do século XX, nem como interface tecnológica e econômica da modernidade, nos conformamos em tê-la como representante maior da nossa identidade material, com respingos importantes na cultura de nossa gente, somos gratos pela reforma do acervo, demorada como tudo que o prefeito faz, mas está sendo feita, inclusive com a mudança, de bagagens e cuia, do presidente da Fundação Iaripuna e sua trupe para o prédio onde funcionou a Estação, nada a reclamar. Fiquei sabendo, de fontes secretas e confiáveis, que o Consórcio de Energia Santo Antonio pretende colocar o trenzinho pra funcionar a partir de agosto deste ano e me ocorreu movimentar a ACRM no sentido de escolhermos uma data para termos um Vagão da Seresta, nos moldes do que é feito no dia 2 de dezembro no Rio de Janeiro – o Trem do Samba e nos festejos juninos em Pernambuco e Paraíba – o Trem do Forró! A E.F.M.M. precisa de mais atrativos para ser motivo de orgulho da exigente juventude de hoje.

O trabalho está só começando, logo estaremos solicitando da Assembléia Legislativa a criação do Dia da Identidade Cultural de Rondônia, festejando nas escolas e nas ruas, com passeata, trio elétrico e distribuição de panfletos, contando, todos os anos, a história de nossa cidade, do nosso estado, de nosso povo. Os deputados falam tanto em respeito que chegou a hora de respeitarem nosso lugar e nossa gente nos ajudando nesta empreitada cultural.

O pequeno grupo administrativo de Rolim de Moura, em debandada, não mais cobrará, gozando com a cara do povo, compromisso dos portovelhenses com a sua identidade cultural, muito menos preocupação com a autoestima, estamos livres do tratado de brucutulogia de um grupo que não se cansava de malhar nossos valores culturais advindos da educação e formação histórica de nossa gente.

Aos poucos, instituições como a ACRM – Associação Cultural Rio Madeira, a ACLER – Academia de Letras de Rondônia e outros grupos em formação haverão de orientar nosso povo na hora de cobrar de políticos e administradores maior compromisso com esta terra. Chega de se conformar com pouco: o Mercado Cultural veio pela metade, depois de mais de vinte anos de brigas, e com um quasímodo de concreto nas costas, mas foi entregue como o maior bem cultural já concluído por um prefeito. O simples asfaltamento de uma rua é motivo de propaganda municipal no horário nobre da televisão, como se não fosse a obrigação dele. Nada se fala dos absurdos viadutos implodidos pela incompetência, o povo merecia, em horário nobre, explicação.

Queremos mais, nosso povo está cansado do pouco anunciado como muito, usaremos, na oratória, palavras convincentes, como as tintas do pincel de Miró e na ênfase da persuasão algo como a genialidade do arquiteto Gaudí, vide Igreja da Sagrada Família, de Barcelona. No mais é acreditar nos nossos simbólicos sansões culturais da Secel e da Iaripuna, que eles mostrem a nosotros destas plagas do sol poente que embaixo dos caracóis dos seus cabelos existe uma história pra contar e reverenciar: a história de Porto Velho, a história de Rondônia.



William Haverly Martins: baiano de nascimento, mas rondoniense de paixão, cursou Direito na UFBA e licenciou-se em Letras pela UNIR, é professor, escritor, membro efetivo da ACRM – Associação Cultural Rio Madeira e ocupa a cadeira 31 da ACLER – Academia de Letras de Rondônia. williamhaverly@gmail.com

Tributo a Genésio - Realizado em 29/04/2011


Arte: Beto Ramos
A impressão foi cortesia da Mokawa Brindes.

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