terça-feira, 31 de agosto de 2010

COMO NASCEU A PRIMEIRA MANDIOCA


Era uma vez uma índia chamada Atiolô. Quando o chão começou a ficar coberto de frutinhas de murici, ela casou com Zatiamarê. As frutinhas desapareceram, as águas do rio subiram apodrecendo o chão. Depois o sol queimou a terra, um ventinho molhado começou a chegar do alto da serra. Quando os muricis começaram outra vez a cair, numa chuvinha amarela, Atiolô começou a rir sozinha. Tava esperando uma menininha que recebeu o nome de Mani. Mas, Zatiamarê queria um menino e pouco conversava com Mani. Chateada com a situação, a menina pediu para a mãe para ser enterrada viva, ainda mais poque a sua genitora deu à luz um homem, Tarumã, para a alegria de Zatiamarê. A mãe de Mani atendeu ao seu pedido. Passou muito tempo. Um dia Atiolô sentiu saudade da filha e foi na mata procurar onde havia enterrado o seu corpo. Ao invés de Mani, encontrou uma planta alta e verde, mas estranhou o tamanho da planta. “Uma planta tão comprida não pode ser a minha filha”, disse. Na mesma hora a planta se dividiu. Uma parte ficou rasteira e virou raiz. E sua mãe levou a raiz para casa (oca de Mani). Era a mani-oca ou mandioca.

Ernesto Melo & A Fina Flor do Samba


Todas as sextas no Mercado Cultural a partir das 20 horas

Triângulo - dec. 60


Triângulo teu passado tua gloria...
(Ernesto Melo)

Navios Leopoldo Peres e Lobo D'almada



Um Tempo que não volta mais!

Feijosamba da independência .



CHEGOU A HORA!!!

DATA: 05 de Setembro 2010: (Domingo).

LOCAL: Ass. Polícia Militar Ambiental (Flodoaldo Pontes Pinto, Antigo bairro Calama).

HORA: 12 hs ás 16 hs.

ANIMAÇÃO: Grupo Tá Na Área.

Coordenação. Carlinhos Maracanã.

Equipe: Wilson Nicola, Neuza Meireles, Sônia Maria, Cristina, Mônica, Antônia, Von Braun.


Apoio Cultural: Prefeitura de Porto Velho, Fundação Iaripuna, Card.PREV-Dom Bosco, Mano Maestro, TEC RON (comércio e serviços),


FEIJOADA: R$ 15,00. (quinze reais).

VENDA LIMITADA. (100 ingressos).

Contato:
9971- 5084 (Maracanã). 8472-2366.

...O samba agoniza, mas não morre!

Porto Velho – Rondônia –Amazônia-Brasil.

sábado, 28 de agosto de 2010

A ESTRELA PRECISA BRILHAR

Por Beto Ramos




Abriram-se as cortinas do espetáculo.

Como num filme dos anos sessenta, nossa cultura beiradeira entrou no palco.

Como se fosse farinha d'água com peixe, aquela apresentação iluminada pela antes escura Praça Getúlio Vargas, levou o público para um banquete nesta nossa Porto Velho tão querida.

Cantando o Mocambo, Baixa da União e tantos outros bairros de nossa cidade, A Fina Flor do Samba deixou o centro histórico bem mais iluminado.

O Índio Iaripuna se mostrou como os nossos olhos sempre desejaram ver, valorizando a estrela vermelha que ilumina o nosso município.

O povo observa e sabe do crescimento do espetáculo.

Já não estamos passando a toa no bar do Zizi.

O Mercado Cultural transformou-se no coração do nosso centro histórico.

O som é da terra e a música do céu.

Cantando a alma do nosso povo, voltamos neste tempo que muitas vezes é implacável com as marcas do nosso rosto.

Mas, como é bom ver a nossa velha guarda sorrindo.

Ver nossos filhos ilustres cantando junto com nosso poeta maior.

Ali esquecemos nossas tristezas.

Fazemos amigos.

São rostos que ficam em nossas retinas.

Pessoas conhecidas, gente de outros pedaços deste grande terreiro chamado Brasil.

Assim reúnem-se beiradeiros, nordestinos, gaúchos, Capixabas.

Obrigado a você que veio para Porto Velho.

Veio e ficou.

Obrigado por ajudar no tempero deste caldeirão cultural de nossa cidade.

O importante é estarmos felizes.

A felicidade possui um preço.

O preço da felicidade são investimentos no que está dando certo.

Os felizes precisam sorrir.

O sorriso dos felizes transforma o nosso povo.

E o importante é o nosso povo feliz.

Uma das finalidades desta nossa viagem pela Porto Velho dos anos sessenta, é trazer a felicidade ao nosso povo.

Chegamos lá.

Onde chegamos ?

Pergunte ao povo !

Vamos cuidar com todo o carinho da nossa farinha d'água com peixe.

O Índio Iaripuna com certeza também come do nosso banquete.

Voltando a sorrir podemos gritar obrigado Porto Velho.

Obrigado Porto do velho Pimentel.

Obrigado Porto Velho do Manga Rosa.

Obrigado Porto Velho do Bacu, Remédio.

Obrigado Porto Velho do Bainha e Sílvio Santos.

Obrigado Porto Velho dos sambistas de Porto.

Abriram-se as cortinas do espetáculo e este é o teatro da vida.

Um teatro a céu aberto.

E toda a Porto velho e o Brasil sabem onde fica.

Fica ali no Mercado Cultural.

No meio de uma Rua dentro do nosso coração.

domingo, 22 de agosto de 2010

Palavras sem sentido algum!

Sou de um mundo onde os normais jamais se ajustariam.
Sou das palavras do futuro,
do amanhã sem motivos,
mas, do hoje com razões para fazer o amanhã.
Vivo um mundo construído por teias de aranha.
Um abrigo para mim mesmo...
Minha poesia soaria estranha aos inconformados
que atendem a tudo e a todos os gostos.
Sou de palavras estranhas, cheias de erros,
coisa feita de proposito para satisfazer a inteligencia da escuridão da noite.
A noite é um perigo para quem vive sempre na luz.
Sou de lágrimas sem rimas, sem gritos, sem voz.
Os caminhos que percorro são meus...
ao dividir com pessoas, poderia infectá-las com um certo bom senso.
Correndo para cá e para lá, os normais se encontram, se estranham, se mordem.
Parado e em silêncio vejo a banda passar, olho nos olhos da noite e percebo que ela possui alma.
Mas, minha alma é pagã.
Sou filho da noite, sou filho do vento, sou filho da lua, sou filho do silêncio.
Sou de um mundo sem ruas com asfalto, sem prédios com seus andares.
Sou de um mundo onde as mãos estão sempre estendidas.
Onde os passos seguem rumo ao futuro.
Quem sou eu ?
Apenas um careta legal!
Que pode ver a tua alma.
Que pode saber os teus atalhos para querer estar acima do bem e do mal.
Sou de uma noite fria.
Já não sinto sono, nem mesmo choro.
Já não sei dos meus projetos, nem mesmo dos meus arquivos digitais.
Sou de um tempo que precisa de tempo para mim.
Não sofro por amor, nem por desamor.
Não sofro de mágoas, não sofro de tristeza.
Não sofro de solidão e nem de paixão.
Sou uma parte de mim, que não explicaria jamais a outra parte que fica em silêncio.
Sou um livro esquisito, sem capa, sem capítulos, sem autor.
Sou versos para a minha amada.
Sou rimas para o pai que foi e nunca voltou.
Sou soneto de felicidade quando vejo minha mãe chorar por mim no seu silêncio de todas as Marias.
Sou filha que cuida de mim quando não estou para nada.
Que sempre diz: Pai já tomou o remédio? Pai um cheiro!
Sou filhos com nomes de santos: Lucas e José.
Sou minha mulher amada com nome de rosa: Rosimere.
Sou assim, com palavas.
Mas poderia ficar em silêncio no amanhã sem sentido algum.

Por Beto Ramos

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

19 anos de felicidades


AS ANDORINHAS DE SÃO SEBASTIÃO




17 de agosto de 2010 - 19 anos de casamento do poeta da cidade Ernesto Melo e Erenir.




Um só coração diante de um amor eterno.

Assim brilham os olhos de Erenir e Ernesto Melo.

Uma história de amor escrita no voo das andorinhas.

Vindo num raio de sol, o amor se revela um alivio para qualquer solidão.

Acariciando o rosto de quem se ama, o amor fez morada em suas vidas.

Ai ardido peito queira entender o teu segredo de amar...

E o amor é tudo isso. Um compromisso para que o amanhã torne-se eternidade.

E este amor é uma canção, um verso, uma palavra, um sorriso.

Existiria poeta sem a musa inspiradora ?

A musa inspiradora é a razão de ser do poeta.

O poeta, o coração da musa inspiradora.

O amor não se explica, vive-se o amor com intensidade.

E esta intensidade dura dezenove anos.

Um amor intenso que formou uma família feliz.

Um amor intenso cheio da esperança de felicidade.

Um amor intenso é vivido para se conquistar a pessoa amada todos os dias.

São beijinhos e abraços não importando a hora, o dia ou o lugar para se demostrar o amor.

Um só coração diante de um amor eterno.

Quando se ama de verdade, dois corações se tornam um só coração.

O amor são sensações compartilhadas em sentimentos diversos de alegria e tristeza.

Juntos no amor, um casal feliz se torna mais forte.

E a força de amar está escrita em dezenove anos vividos intensamente compartilhando o amor.

Quando se abrem as portas do mistério, os olhos de Erenir e Ernesto Melo se encontram com o brilhos dos seus corações.

E que este amor dure para sempre.

Intenso e eterno.

O amor não se explica, vive-se um grande amor.

Tu estavas tão sozinha naquela tarde de agosto.

Mas, no voo das andorinhas o amor veio e fez morada no teu coração.

Valei-me São Sebastião poeta!

Que bom que hoje o poeta encontra o prazer de cantar.

Que o amor seja eterno em suas vidas.




DIZ A LENDA

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mãe Esperança abençoou

Por Beto Ramos

Quando as estrelas dançam no céu com certeza a lua ilumina muito mais todos os nossos sonhos e os nossos sons.

E os nossos sonhos tornam-se realidade, quando os nossos sons são ouvidos em Santa Bárbara, Alto do Bode, Baixa da União, Morro do Querosene, Triângulo, Areal, Caiari, Centro Histórico e ali na esquina.

Quem assistiu a destruição da baixa da união pelos Generais sabe o que quer dizer o moleque atrevido pior que bandido, que se criou no areal.

O Dadá também vai cantar.

O Bubu nunca havia cantado num teatro, mas cantou na sexta com um som meia boca.

O Bainha cantou e nem se preocupou.

O Babá ouviu toda a nossa cantoria.

O velho Esmite falou, vamos acabar com esse barulho lindo de ouvir!

E o Esmite andou no nosso terreiro.

O Babá já queria cantar.

Lindo o nosso som.

Poesia do Sílvio Santos.

Porto Velho Porto...

Só sucesso como diria o Oscar.

E o som estava tão bom que foi ouvido em Tutóia.

Em Cururupu chegaram a ouvir até o apito do trem.

Na linha férrea ao lado da Candelária ouviram-se burburinhos.

O som estava tão bom, que nem o escurinho da Praça Getúlio Vargas chegou a incomodar.

Bom mesmo foi ver o sorriso no rosto do poeta.

E nossa viajem das sextas feira foi sem nenhuma turbulência.

E todos nós ganhamos.

Pois o crescimento de nossa cultura, traz ao pensamento plural, uma satisfação e o incentivo necessário para continuarmos a missão de cantar.

O índio Iaripuna até dançou.

Um pouquinho no escuro, mais dançou.

Como é lindo ver todas as pessoas contentes.

Todos nós cheios de energia, buscando fazer o melhor.

E fazer o melhor é uma forma de agradecimento pelo reconhecimento.

Cantor e músico desejam mais o reconhecimento do que a fama.

Tão pouco para a nossa felicidade.

Mas, este pouco ficou imenso com a presença do Edimar.

O poeta Mado estava lá na praça observando.

Até o senhor professor!

Quando é para reconhecer nós reconhecemos.

E não queremos brigar com ninguém.

Nosso carro musical anda devagar, não andamos em quinta marcha.

O som é da terra.

A música do céu.

Este é o crescimento que todos nós queremos.

Porto Velho meu dengo.

Quando o Nosso céu se faz moldura podemos ouvir as lindas melodias das sextas feira.

DUZENTOS E CINQUENTA EM QUATRO I

Os pesadelos não podem ofuscar nossos sonhos. Diante da inconsequência de quem resume a vida dos outros na sua prisão de lamentos, ...