terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mãe Esperança abençoou

Por Beto Ramos

Quando as estrelas dançam no céu com certeza a lua ilumina muito mais todos os nossos sonhos e os nossos sons.

E os nossos sonhos tornam-se realidade, quando os nossos sons são ouvidos em Santa Bárbara, Alto do Bode, Baixa da União, Morro do Querosene, Triângulo, Areal, Caiari, Centro Histórico e ali na esquina.

Quem assistiu a destruição da baixa da união pelos Generais sabe o que quer dizer o moleque atrevido pior que bandido, que se criou no areal.

O Dadá também vai cantar.

O Bubu nunca havia cantado num teatro, mas cantou na sexta com um som meia boca.

O Bainha cantou e nem se preocupou.

O Babá ouviu toda a nossa cantoria.

O velho Esmite falou, vamos acabar com esse barulho lindo de ouvir!

E o Esmite andou no nosso terreiro.

O Babá já queria cantar.

Lindo o nosso som.

Poesia do Sílvio Santos.

Porto Velho Porto...

Só sucesso como diria o Oscar.

E o som estava tão bom que foi ouvido em Tutóia.

Em Cururupu chegaram a ouvir até o apito do trem.

Na linha férrea ao lado da Candelária ouviram-se burburinhos.

O som estava tão bom, que nem o escurinho da Praça Getúlio Vargas chegou a incomodar.

Bom mesmo foi ver o sorriso no rosto do poeta.

E nossa viajem das sextas feira foi sem nenhuma turbulência.

E todos nós ganhamos.

Pois o crescimento de nossa cultura, traz ao pensamento plural, uma satisfação e o incentivo necessário para continuarmos a missão de cantar.

O índio Iaripuna até dançou.

Um pouquinho no escuro, mais dançou.

Como é lindo ver todas as pessoas contentes.

Todos nós cheios de energia, buscando fazer o melhor.

E fazer o melhor é uma forma de agradecimento pelo reconhecimento.

Cantor e músico desejam mais o reconhecimento do que a fama.

Tão pouco para a nossa felicidade.

Mas, este pouco ficou imenso com a presença do Edimar.

O poeta Mado estava lá na praça observando.

Até o senhor professor!

Quando é para reconhecer nós reconhecemos.

E não queremos brigar com ninguém.

Nosso carro musical anda devagar, não andamos em quinta marcha.

O som é da terra.

A música do céu.

Este é o crescimento que todos nós queremos.

Porto Velho meu dengo.

Quando o Nosso céu se faz moldura podemos ouvir as lindas melodias das sextas feira.

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