terça-feira, 29 de março de 2011

Diz a lenda – Tramela

Por: Beto Ramos

Você fechou as portas para nossa história.
Suas portas foram usadas como patentes de General.
Mas, suas portas não seriam tão importantes, pois estarão nos fundos da história.
Você que apontou o dedo simplesmente para deixar vir aos lábios um sorriso de escárnio, saiba que suas portas não seriam obstáculos para quem possui os sentimentos da verdade diante de suas palavras.
Os que mostram força como os Generais, simplesmente são expectadores desta nave da criatividade e amor por esta gente que foi criada em quintais que nem mesmo possuíam cercas.
Suas portas são regras criadas por você.
São portas sem cor alguma.
Portas que podem mudar.
Esta é a diferença entre ser e estar.
A história é história.
Estando, seria estória.
O nosso horizonte não possui trancas.
Talvez você nem mesmo saiba o que é tramela.
Mas, as chaves não deveriam possuir cor.
Bem, somos história e cultura.
Quanto a você, possui apenas a chave que abre ou fecha um corredor que leva os insensíveis para o esquecimento das portas dos fundos da história.
Você tentará abrir esta sua porta.
Neste momento você compreenderá que a porta só existiu na sua prepotência e incapacidade de compreender os sentimentos de quem vive durante vinte e quatro horas por dia a nossa história.

Diz a lenda.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Diz a lenda - O Jardim de nossa casa

Por: Beto Ramos

Casas seriam bem tristes sem a beleza de um jardim.
Jardins embelezam nossas vidas.
Com suas flores de março.
Flores do samba.
Flores do amor.
Flores da amizade.
Os jardins de nossas casas são os versos que a natureza nos dá.
Sempre tento cultivar em meu jardim, o que de mais belo possa existir dentre as flores.
A minha flor é do samba.
O seu jardim possui que flor?
Para e pense.
Jamais poderíamos ser ervas daninhas.
As ervas daninhas sempre tentam nascer nos jardins de todos nós para retirar suas alegrias.
Como seria o quintal de sua casa?
Possuiria um jardim?
As mudas das ervas daninhas que falam muito e nunca foram mudas, sempre chegam em silêncio.
Querem ser belas.
Desejam falar bonito.
Carregam dentro de si o ranço de nunca ter pertencido a um belo jardim.
A minha flor é do samba.
É uma flor cheia de alegria.
Nascida dentro de uma poesia.
Poesia que fala dos nossos jardins.
E os nossos jardins existem dentro de um coração chamado Porto Velho.
Você já regou hoje o seu jardim?
Tomou os devidos cuidados com as ervas daninhas?
Fiquemos atentos.
Um jardim somente perde a sua beleza se nós jardineiros desta cultura tão linda, não observarmos o que fica no terreiro de nossa casa.


Diz a lenda

quarta-feira, 23 de março de 2011

DIZ A LENDA - MÁQUINA 18




Eu vi o trem partir diante dos meus olhos fechados. Era um sonho com um piui de saudade.
Vem a Máquina 18 sem pressa de chegar.
Trazendo menino buchudo, mulher buchuda, homem buchudo e o filho do Buchudo, com um saco de farinha para comer com peixe frito lá no triângulo.
Partiu a Máquina 18, consegui avistar com os meus olhos de esperança que o maquinista era o Zé Áureo.
Menino criado em terreiro sem muro e com algumas cercas.
Então ele estende a mão e convida a nossa gente, para partir no sonho de todos nós.
E saio correndo atrás do apito do trem.
Corro mais.
Fico cansado.
O Áureo com a mão estendida.
Os meus olhos continuam fechados.
Assim como os olhos de alguns.
O trem então passa devagarzinho para que todos possam ouvir a batida de um surdo de marcação.
Piui tum tum, piui tum tum.
Parece um samba dos tempos áureos de nossa música.
Eu vi o trem passar.
Zé Áureo, vamos convidar todas as pessoas que os nossos sonhos possam alcançar, para conhecerem o que é bom.
Bom mesmo é amar Porto Velho.
A Máquina 18 é o elo de união de todos nós.
Piui tum tum, piui tum tum.
Assim como os sonhos o samba não pode parar.
A Máquina 18 vai partir novamente.
Vamos minha gente ela fica dentro do nosso coração.
Áureo isto não é sonho, é realidade.
Ainda estou correndo atrás do apito do trem.
O bom é que não estou sozinho.
Os meus olhos são os olhos da alma.
Eles passam pelo coração.
Juntam-se com a amizade.
E saem todos para passear na Máquina 18.

Diz a lenda

terça-feira, 22 de março de 2011

DIZ A LENDA - A MAIS LINDA FLOR DO SAMBA


Autor: Beto Ramos

Um samba simples dedicado a algumas folhas mortas que ocupam o nosso Mercado Cultural e a nossa querida Porto Velho com suas vaidades e descompromisso com a história de nossa gente. As folhas mortas jogadas ao vento apenas servem de adubo para fazer florescer as sementes plantadas por quem sabe o quanto é importante amar Porto Velho. Obrigado Sílvio pelas críticas construtivas. Sendo o menino buchudo que você sempre foi, acredito que a intenção é a de crescermos juntos. Ao velho Ernesto Melo fica o agradecimento pela contribuição como poeta da cidade, ao crescimento de nossa cultura beradeira. Chegando os ventos da bonança, algumas folhas serão levadas para algum lugar, longe de quem compreende para crescer.
A luz do samba fez brotar
Uma linda flor veio brilhar

Um terreiro de bamba
Luz dos meus olhos
A mais linda flor do samba

A mais linda
A mais linda flor do samba

Nascida na nossa história
No samba a nossa vitória
Razão de todas as glorias

Vem Cantar
Vem Cantar
Com a mais linda flor do samba
A mais linda flor do samba

Linda sua trajetória
Falando de nossas memórias

É a mais linda flor
A mais linda flor do samba

A luz do samba fez brotar...

Diz a lenda

sábado, 19 de março de 2011

DIZ A LENDA – LÁGRIMA E BARRANCO


Vi o barranco desmoronando, sendo levado pelas lágrimas do Rio Madeira.
Vi nas lágrimas barrentas a alegria e a tristeza de minha gente.
Toras de madeiras descendo meio às lágrimas, parecendo pedaços de todos nós, meio aos soluços vindos juntos do vento.
Dentro de uma canoa no frio da manhã, o velho beradeiro com o rosto cheio das marcas do tempo jogava sua linha para saciar sua fome que é a fome de todos nós.
O barranco desmoronando, o rio engolindo os nossos distritos, histórias de nossas almas que choram sozinhas esquecidas afogando-se nas lágrimas do rio caudaloso.
Acho que vou chorar.
Não, lavei o meu rosto nas lágrimas do nosso Rio Madeira.
A tristeza do rio é seguir o seu rumo que não mereceria ser modificado pelo monstro do progresso.
E os beradeiros como eu, ficam na margem olhando o barco passar.
São crianças, mulheres e homens que sorriem.
Eles sabem das lágrimas do rio.
O rio não chora sozinho.
O poeta chora sozinho.
O barranco vai dando adeus e se desfaz meio as lágrimas barrentas com muita madeira.
Dentro de mim corre um outro rio.
Um rio de palavras.
Um rio que busca levar para o mundo o orgulho do nosso povo beradeiro.
Vi o barranco desmoronando.
O rio vai continuar chorando.
O povo continua sorrindo nas suas margens.

Diz a lenda

segunda-feira, 14 de março de 2011

Diz a lenda – Porto das esperanças


Beradeiro.
Sou beradeiro.
Amo Porto Velho, assim como amou meu avô, como amou meu pai.
Amo as águas barrentas do Rio Madeira, pois elas renovam o amor por esta terra querida.
Amo a E.F.M.M., pois aquela fumaça embriaga-me num verso cheio de inspiração por nossa cidade.
Amo as Três Marias, com sua praça cheia de crianças e muita história.
Amo o Mercado Cultural com seu passado cheio de cinzas e com o vôo da fênix beradeira do nosso centro histórico.
Amo o Mercado Central e suas bancas com o sabor da nossa história.
Amo o bairro Caiari que foi o primeiro conjunto de casas do nosso Brasil.
Amo a Banda do Vai Quem Quer e vou vestido de mulher.
Beradeiro.
Sou beradeiro.
Nascido na Maternidade Darcy Vargas.
Amo meus amigos eternos: Ernesto, Sílvio, Bainha, Mado, Oscar, Audizio, Tatá, Hugo, Karatê, Paulinho Rodrigues, Zé Áureo, Mávilo, Anísio Gorayeb, Basinho, Bubu, Rita Queiroz, professora Ieda, é beradeiro que não acaba mais.
Amo Os Diplomatas do Samba, Asfaltão, Rádio Farol, Armário Grande, Castanheira, Pobres do Caiari, Triângulo não Morreu e tantas outras.
Amo os bois Corre Campo e Diamante Negro.
Amo o Burrochaga, a Bailarina da Praça e tantos outros.
Porto Velho é um porto cheio de esperanças.
Amo o plano inclinado.
As casas de barro.
Amo até o que não cheguei a conhecer.
Mas, valei-me Ernesto e Sílvio que me levam as outras épocas que não conheci.
Amo tanto Porto Velho que fico feliz por ter aprendido alguns remédios caseiros com minha bisavó e avó.
Lembro que meu velho me levava na D. Carmem.
Sinto muito por aqueles que não amam este nosso chão de terra batida.
Sinto tanto pelo doutor da insensatez.
Amar Porto Velho não é para qualquer um.
O nosso amor por esta cidade jamais adentrará uma UTI de palavras sem valor algum para nossa gente.
E vem um insensível do lodo não sei de onde, querer manchar a cultura de nosso povo.
Vou é tomar o meu chá de folha de imbaúba para baixar minha pressão.
Se ficar ruim, vou a um rezador.
Deus me livre da UTI dos que não amam Porto Velho.

Diz a lenda

quinta-feira, 10 de março de 2011

TÍTULO MANCHADO – VALE A PENA SER VILÃO???



O jornalista Boris Casoy, âncora de um importante jornal de uma emissora da televisão brasileira, costuma utilizar o bordão “ISTO É UMA VERGONHA”, para expressar sua indignação contra as mazelas, falcatruas e absurdos cometidos em nosso país, pois bem farei uso dessa expressão para tornar público o meu descontentamento contra a balburdia, provocada pela turma do mal, que tomou conta do nosso carnaval.

Há um grupo de pessoas nefastas e desprezíveis, no meio carnavalesco, que faz de tudo para conquistar benefícios, tal e qual se fazia lá nos tempos milenares da antiga Grécia, Roma e Egito para se chegar ao poder, tais como, matar pai, mães, irmãos e outros parentescos. Essas pessoas, travestidos de bons moços são o há de pior em se tratando de honestidade, decência e moral.

O título de carnaval assoberbado pela escola de samba “OS DIPLOMATAS” , da forma sacana, sínica e desleal não contribui em nada para a melhoria e a credibilidade do carnaval de rua de Porto Velho, notadamente no que diz respeito às escolas de samba, não enobrece e nem dignifica suas cores e sua história, muito pelo contrário, mancha e enlameia suas tradições, joga na vala da podridão algo que foi construído com muita luta e suor, amor e paixão pelos seus grandes baluartes, Eliezer Santos (Bola Sete), Leônidas O’Carol Chester, Roosevelt Pierre Maturim, Bizigudo, Pelado, D, Porfiria, Bainha, o próprio Cabeleira e tantos outros.

Eu estava lá nos camarotes, como tantas outras pessoas, na segunda-feira de carnaval e vimos quando o último carro da escola de samba “Os Diplomatas” quebrou, exatamente bem à frente dos camarotes, local onde a maioria do corpo de jurados se encontrava. O acidente causou um tremendo alvoroço, correria e desespero por parte de seus brincantes e diretores. A ala que estava à frente desse carro foi-se embora abrindo um buraco de mais de 70 metros, duas outras alas ficaram atrás sem poder passar, além da bateria que estava no local do recuo. Como não havia força suficiente para retirar o carro quebrado o jeito foi contar, além dos diretores e empurradores, com policiais, bombeiros e até componentes da bateria. O carro precisou ser empurrado para trás por aproxidamente uns 20 metros, a bateria teve que fazer uma volta por trás da alegoria quebrada e as duas alas que se encontravam ainda atrás tiveram que sair expremida pelo carro e a lateral das paredes dos camarotes. A cena foi triste.

O que ocorreu no desfile dos Diplomatas, com a citada alegoria em qualquer lugar do país que se faça carnaval de escola de samba, no mínimo, teria prejudicado 04 quesitos de julgamentos: Harmonia, Evolução e Enredo. Vamos à análise de acordo com o Manual de Critérios de Julgamentos dos Quesitos, distribuídos aos capacitados e competentes jurados, pela FESEC – Federação das Escolas de Samba de Porto Velho.


QUESITO HARMONIA
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Harmonia, em desfile de Escola de Samba, é o entrosamento entre o ritmo e o canto.
Para conceder notas de 07 (sete) a 10 (dez) pontos, o Julgador deverá considerar:

• a perfeita igualdade do Samba Enredo, pelos componentes da Escola, em consonância com o “Puxador” ( Cantor Intérprete do Samba) e a manutenção de sua tonalidade;
• o canto do Samba- Enredo, pela totalidade da Escola;

• a harmonia do samba.

Não levar em consideração:

• A eventual pane no carro de som e/ou no sistema de sonorização da passarela.

Análise: No intervalo que se abriu em função do grande buraco entre a ala que foi embora e a alegoria quebrada não havia componentes da escola cantando o samba de enredo, portanto jamais poderia ser atribuída nota máxima a esse quesito, o erro foi muito grave, por que não dizer absurdo, cometidos por julgadores indecentes e mal intencionados;

QUESITO EVOLUÇÃO
_________________________________________________________________________________________

Evolução, em desfile de Escola de Samba, é a progressão da dança de acordo com o ritmo do Samba que está sendo executado e com a cadência da Bateria.

Para conceder notas de 07 (sete) a 10 (dez) pontos, o Julgador deverá considerar:

• a fluência da apresentação. Personalizando, portanto, A OCORRÊNCIA DE CORRERIAS E DE RETROCESSO E/OU RETORNO DE ALAS, DESTAQUES E/OU ALEGORIAS;

• a espontaneidade, a criatividade, a empolgação e a vibração dos desfilantes;

• a coesão da desfile, isto é, A MANUTENÇÃO DE ESPAÇAMENTO O MAIS UNIFORME POSSÍVEL entre Alas e Alegorias, penalizando, portanto, a abertura de claros (buracos) e a embolação de Alas e/ou Grupos (ex: uma Ala penetrando na outra).

Não levar em consideração:

• A abertura de claros (buracos) que ocorram por necessidades técnicas naturais do desfile, dentro dos limites necessários, ou seja, os espaços exigidos para:

• Exibição de Mestres-Salas, Porta-Bandeiras, Comissões de Frente e coreografias especiais;

• Colocação e retirada de Baterias de seus recuos próprios.

• O eventual retrocesso de parte ou da totalidade de uma Ala, para a execução de coreografias ou representações teatrais, desde que não seja para ocupar um espaço vazio causado por erro da própria Agremiação.

• a eventual pane no carro de som e/ou no sistema de sonorização da Passarela;

Análise: Devido ao grande buraco que se abriu entre a ala que foi embora, a alegoria quebrada e as outras duas alas restantes e bateria, não houve espaçamento uniforme entre essas alas, houve sim muita correria e retrocesso da bateria e do carro quebrado. Novamente as figurinhas carimbadas (jurados) deram nota máxima nesse quesito. O manual foi jogado no poço da imoralidade.


QUESITO ENREDO
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Enredo, em desfile de Escolas de Samba, é a criação e a apresentação artística de um tema ou conceito.

Para conceder notas de 07 (sete) à 10 (dez) pontos, o Julgador deverá considerar:

• O argumento ou tema, ou seja, a idéia básica apresentada pela escola;

• O desenvolvimento geral do tema proposto:

• Apresentação seqüencial das diversas partes (alas, alegorias, fantasias, etc.) que irá possibilitar o entendimento do tema ou argumento proposto, de acordo com o roteiro previamente fornecido pela Escola;

• Criatividade (não confundir com ineditismo);

• Adaptação, ou seja, a capacidade de compreensão do enredo a partir da associação entre o Tema ou Argumento proposto e o seu desenvolvimento apresentado na Avenida (Fantasias, Alegorias e outros elementos plásticos).

Penalizar:

• A troca de ordem e/ou a presença, em desfile, de Alegorias ou Alas que estejam em desacordo com o roteiro fornecido pela escola;

• A ausência de Alegorias ou Alas que estejam previstas no Roteiro fornecido pela Escola.

Não levar em consideração:

• A brasilidade do enredo, ou seja, se a Escola, por ventura, não apresentar enredo baseado em tema exclusivamente nacional.

Análise: Neste quesito foi desrespeitados os itens que falam da apresentação seqüencial das diversas partes (alas, alegorias, fantasias, etc). Não houve penalização pela troca de ordem da alegoria, uma vez que as duas alas restantes tiveram que passar á frente do carro enquanto o mesmo era empurrado para trás. Sabem qual foi a nota atribuída pelos jurados, 10 (dez), nota 10 (dez)!!!!!!

Finalizando ratifico minha indignação contra a turma do mal, não se pode ganhar títulos a qualquer custo, a qualquer modo, não se pode desobedecer as regras que foram criadas para o ordenamento dos desfiles, a FESEC não pode ficar à mercê de pessoas inescrupulosas que fazem uso da posição que ocupam na instituição para prejudicar as pessoas que só querem o bem do nosso carnaval. A FESEC existe para proteger e defender as agremiações a ela filiadas e não para beneficiar e privilegiar uma agremiação em detrimento às outras.

As vezes fico à me perguntar qual a principal razão para que a Escola de Samba Asfaltão seja constantemente aviltada no carnaval, eu tenho absoluta certeza que as pessoas decentes, imbuídas dos bons propósitos, cujas personalidades cultivam as práticas dos valores morais não aceitam este tipo de conquista. As instituições carnavalescas (escolas de samba) que se sentiram prejudicadas não podem e não devem se calar diante de tanta bandalheira, tem sim a obrigação de procurar seus direitos, pedir a desfiliação da inoperante FESEC sob pena de o nosso carnaval sucumbir de vez. Mesmo assim ainda acredito na força e no triunfo do bem, o mal um dia terá seu destino cruel e por si só se destruirá. Fica no ar a pergunta que não se cala. VALE A PENA SER VILÃO????



Por:


OSCAR DIAS KNIGHTZ
Músico, Sambista e Carnavalesco

DUZENTOS E CINQUENTA EM QUATRO I

Os pesadelos não podem ofuscar nossos sonhos. Diante da inconsequência de quem resume a vida dos outros na sua prisão de lamentos, ...