segunda-feira, 14 de março de 2011

Diz a lenda – Porto das esperanças


Beradeiro.
Sou beradeiro.
Amo Porto Velho, assim como amou meu avô, como amou meu pai.
Amo as águas barrentas do Rio Madeira, pois elas renovam o amor por esta terra querida.
Amo a E.F.M.M., pois aquela fumaça embriaga-me num verso cheio de inspiração por nossa cidade.
Amo as Três Marias, com sua praça cheia de crianças e muita história.
Amo o Mercado Cultural com seu passado cheio de cinzas e com o vôo da fênix beradeira do nosso centro histórico.
Amo o Mercado Central e suas bancas com o sabor da nossa história.
Amo o bairro Caiari que foi o primeiro conjunto de casas do nosso Brasil.
Amo a Banda do Vai Quem Quer e vou vestido de mulher.
Beradeiro.
Sou beradeiro.
Nascido na Maternidade Darcy Vargas.
Amo meus amigos eternos: Ernesto, Sílvio, Bainha, Mado, Oscar, Audizio, Tatá, Hugo, Karatê, Paulinho Rodrigues, Zé Áureo, Mávilo, Anísio Gorayeb, Basinho, Bubu, Rita Queiroz, professora Ieda, é beradeiro que não acaba mais.
Amo Os Diplomatas do Samba, Asfaltão, Rádio Farol, Armário Grande, Castanheira, Pobres do Caiari, Triângulo não Morreu e tantas outras.
Amo os bois Corre Campo e Diamante Negro.
Amo o Burrochaga, a Bailarina da Praça e tantos outros.
Porto Velho é um porto cheio de esperanças.
Amo o plano inclinado.
As casas de barro.
Amo até o que não cheguei a conhecer.
Mas, valei-me Ernesto e Sílvio que me levam as outras épocas que não conheci.
Amo tanto Porto Velho que fico feliz por ter aprendido alguns remédios caseiros com minha bisavó e avó.
Lembro que meu velho me levava na D. Carmem.
Sinto muito por aqueles que não amam este nosso chão de terra batida.
Sinto tanto pelo doutor da insensatez.
Amar Porto Velho não é para qualquer um.
O nosso amor por esta cidade jamais adentrará uma UTI de palavras sem valor algum para nossa gente.
E vem um insensível do lodo não sei de onde, querer manchar a cultura de nosso povo.
Vou é tomar o meu chá de folha de imbaúba para baixar minha pressão.
Se ficar ruim, vou a um rezador.
Deus me livre da UTI dos que não amam Porto Velho.

Diz a lenda

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