quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Que força é esta?

Porto Velho fica em silêncio.
Ernesto Melo e A Fina Flor do Samba mesmo cantando sua gente, fica com um vazio no coração do nosso povo.
A questão não é ser ou não dono do espaço.
A questão é o respeito com o público que prestigia o evento.
A população que sempre agradeceu à estrela vermelha que ilumina o nosso centro histórico, com certeza ficará com uma má impressão a respeito dos nossos gestores culturais.
Tomar decisões precipitadas, sem consultar artistas, população, é um meio perigoso de sair pela porta do fundo da história.
Porto Velho fica mais triste.
Pois cantamos a nossa gente, os nossos rios, as nossas ruas, os nossos bairros, e acima de tudo, temos respeito com uma população que aprendeu a amar o nosso centro histórico.
Valei-me São Sebastião!
O poeta descobriu o prazer de cantar.
Respeitem a nossa cultura.
Entre quatro paredes podem assinar decisões.
Entre quatro paredes também podemos tirar apoio, a acima de tudo à confiança nos nossos gestores culturais.
Começaremos a tomar decisões a respeito da confiança há muito abalada por alguns donos da voz.
Precisamos de silêncio.
Fale pouco índio que nunca morou nas nossas matas.
Os teus rios e tuas matas não ficam entre quatro paredes.
Os teus rios e tuas matas ficam num Porto Velho que precisa cantar sua gente.
Navegamos nas mesmas águas.
Mas, por favor, quem bebe águas barrentas somos nós.
Porto Velho possui um céu azul.
O mesmo azul de um Brasil que sempre fica em nossos corações.
Porto Velho nós gostamos de você.
Com o tempo ficando carregado, estrelas desapareceram do céu de muitas pessoas.
Esperamos ser um erro de comunicação.
Quando o nosso céu se faz moldura, não podem existir os que delegam contra as nossas raízes.
Porto Velho com certeza não compreenderá os que querem ofuscar o brilho de quem faz poesia para sua gente.
Não sendo um erro de comunicação, estaremos com certeza começando um vendaval de palavras.
Jamais duvidem da ingenuidade humana.
A força que a cultura possui fica alem das insignificantes decisões tomadas sem consultar uma população que na sua maioria ajudou a eleger o nosso PREFEITO.
Não existem galinhas com ovos de ouro.
Existem pessoas que delegam poderes demais a quem nem mesmo sabe administrar uma agenda que já faz parte do calendário cultural e turístico de nossa capital.
Nada contra evento algum.
Precisamos de respeito.
A época dos generais não combina com estrela rubra, verde, amarela ou cor de urucum.
Plantando vento, alguém colherá tempestade.



Diz a lenda.

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