Pular para o conteúdo principal

DIZ A LENDA – LUZ NO CENTRO HISTÓRICO

Por: Beto Ramos





O samba estava muito bom!

A sintonia era perfeita entre a população e os músicos.

Há muito tempo que não existia tanta calmaria no Centro Histórico de Porto Velho.

Quem controlava a hora perdeu o tempo dentro da história.

Ver o poeta feliz ilumina ainda mais nossa Porto Velho que tanto amamos.

O único choro que ouvimos, foi o chorinho comandado por Ênio Melo, Walber e França.

Assim é A Fina Flor do Samba.

Uma formação de sambistas que fazem valer o esforço de levar ao grande público o que existe de melhor no samba em Porto Velho e no Brasil.

Quando o combinado é mantido tudo é uma festa de alegria.

O samba é samba quando estamos com Ênio, Walber, França, Basinho, Oscar, Karatê, Áureo, Sérgio Ramos, Walber do Pandeiro, Beto Ramos, Hudson, Cristovão, João Carteiro, Willian, Coimbra, Neguinho e o nosso poeta da cidade Ernesto Melo.

A quarta-feira é boa? Sim!

A quinta-feira é boa? Sim!

O sábado é bom? Sim!

Mas, a sexta-feira com “Ernesto Melo e A Fina Flor do Samba” é a luz que ilumina o nosso Centro Histórico.

Que os críticos interpretem bem ou mal minhas palavras.

Mas, que busquem fazer o que nós fazemos por Porto Velho.

O que fazemos é por amor.

Não buscamos ser melhores ou piores.

O que buscamos é levar ao público o talento de quem sabe e faz acontecer.

A Fina Flor do Samba é um palco aberto onde passaram Dunga, Roice do Cavaco, Marquinhos PQD, Chico da Silva.

Existe o espaço onde desfilaram o seu talento Carlinhos Maracanã, Cabeça do Mocambo, Alcirea, Sílvio Santos, Bainha, Torrado, Beto César, Edson Melo e tantos outros artistas de um quilate a altura da luz que ilumina o nosso Centro Histórico.

A manutenção deste grupo de sambistas é feita com os reflexos que o espelho de talentos causa em Porto Velho.

O talento de muitos já os levam para vôos solos longe da “A Fina Flor do Samba”.

Mas, isso só causa orgulho.

Viva o samba em Porto Velho.

Obrigado ao grupo “Ernesto Melo e A Fina Flor do Samba” por fazer do nosso Centro Histórico um lugar para se fazer amigos.

Sabe poeta, neste combinado todos saíram e chegaram juntos.





Diz a lenda.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CABARÉ DA ANGELA MARQUES - "PEGA FOGO CABARÉ!"

DUZENTOS E CINQUENTA EM QUATRO I

Os pesadelos não podem ofuscar nossos sonhos. Diante da inconsequência de quem resume a vida dos outros na sua prisão de lamentos, o que nos resta a fazer, é sair em retirada com a bandeira cinza da paz (dos covardes). Temer o presente é algo tão comum. Mas temer o futuro é algo surreal. É desvendar segredos que sempre ficam no batente da porta. Taciturno que sou, tenho medo do barulho dos outros. A poesia não deveria se acovardar. Mas os covardes são os que queimam as linhas da história, criando fantasias, onde o principal objetivo é fechar a porta de nossa cultura, sofrida, carente e que acredita em tudo. Oxalá que nos proteja! A alegria sempre chega. Nascem sorrisos. Pulsa vida diante de quadros quase impossível de resolvermos. Por mais insuportável que seja a situação, nos obrigamos a questionar situações impostas pelo destino. Não nos adiantaria ficar expostos entre luzes que ofuscam as nossas verdades. Sempre resta um sorriso... Qualquer... Feito de silêncio. Sempre nasc...

Vovô Aluízio

Então...  Durante uma década  pescávamos eu meu avô  no barranco  ali na descida  do Caravela do Madeira Eram quartas feiras  onde nos vestíamos de sol  Com os acessórios  de linha e anzóis  Vô Aluízio  fazia iscas feitas de alegria  Muito sorriso  e a alma cheia de igapó  Muitas vezes  pescávamos um monte caicos  Mandis Barbas chatas  Vez por outra mulher ingrata  Numa bela quarta feira  Vovô Aluízio desapareceu  do barranco para sempre  Foi fazer sua última pescaria  no lindo lago do andar de cima Tenho tanta saudade  dos nossos silêncios  Dos planos  se pegássemos um Jaú maceta  Esses dias vou pescar  Nunca mais vai ser Como a descida do barranco Perto do Caravela do Madeia  Beto Ramos de Oliveira 21/10/22