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Então... Dia de despertar Resolvi me vestir de passarinho que ficou muito tempo preso na gaiola do coração Logo eu que por tanto tempo ficou sem palavras e aprisionado na solidão Fechando os olhos voei do precipício do ócio e abri as asas da liberdade meio as mangueiras biribazeiros pupunheiras e buritizeiros Com voos rasantes percebi que o céu azul cantado por poetas estava enegrecido Gaiolas de fumaça no horizonte manchavam o nosso céu azul Vai pássaro bobo te mete a voar nesse céu de baladeira que desconhece a grandeza das asas do futuro Voltei pro nosso quintal que tem cidreira mamoeiros cajarana e uma laranjeira que está me olhando com cara de limoeiro Parece que está falando “TELÉSÉ?” Beto Ramos de Oliveira 20/10/22

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Os pesadelos não podem ofuscar nossos sonhos. Diante da inconsequência de quem resume a vida dos outros na sua prisão de lamentos, o que nos resta a fazer, é sair em retirada com a bandeira cinza da paz (dos covardes). Temer o presente é algo tão comum. Mas temer o futuro é algo surreal. É desvendar segredos que sempre ficam no batente da porta. Taciturno que sou, tenho medo do barulho dos outros. A poesia não deveria se acovardar. Mas os covardes são os que queimam as linhas da história, criando fantasias, onde o principal objetivo é fechar a porta de nossa cultura, sofrida, carente e que acredita em tudo. Oxalá que nos proteja! A alegria sempre chega. Nascem sorrisos. Pulsa vida diante de quadros quase impossível de resolvermos. Por mais insuportável que seja a situação, nos obrigamos a questionar situações impostas pelo destino. Não nos adiantaria ficar expostos entre luzes que ofuscam as nossas verdades. Sempre resta um sorriso... Qualquer... Feito de silêncio. Sempre nasc...