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Convite tipo revista

Convite modelo revista - Ana Clara

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CABARÉ DA ANGELA MARQUES - "PEGA FOGO CABARÉ!"

DUZENTOS E CINQUENTA EM QUATRO I

Os pesadelos não podem ofuscar nossos sonhos. Diante da inconsequência de quem resume a vida dos outros na sua prisão de lamentos, o que nos resta a fazer, é sair em retirada com a bandeira cinza da paz (dos covardes). Temer o presente é algo tão comum. Mas temer o futuro é algo surreal. É desvendar segredos que sempre ficam no batente da porta. Taciturno que sou, tenho medo do barulho dos outros. A poesia não deveria se acovardar. Mas os covardes são os que queimam as linhas da história, criando fantasias, onde o principal objetivo é fechar a porta de nossa cultura, sofrida, carente e que acredita em tudo. Oxalá que nos proteja! A alegria sempre chega. Nascem sorrisos. Pulsa vida diante de quadros quase impossível de resolvermos. Por mais insuportável que seja a situação, nos obrigamos a questionar situações impostas pelo destino. Não nos adiantaria ficar expostos entre luzes que ofuscam as nossas verdades. Sempre resta um sorriso... Qualquer... Feito de silêncio. Sempre nasc...

Vovô Aluízio

Então...  Durante uma década  pescávamos eu meu avô  no barranco  ali na descida  do Caravela do Madeira Eram quartas feiras  onde nos vestíamos de sol  Com os acessórios  de linha e anzóis  Vô Aluízio  fazia iscas feitas de alegria  Muito sorriso  e a alma cheia de igapó  Muitas vezes  pescávamos um monte caicos  Mandis Barbas chatas  Vez por outra mulher ingrata  Numa bela quarta feira  Vovô Aluízio desapareceu  do barranco para sempre  Foi fazer sua última pescaria  no lindo lago do andar de cima Tenho tanta saudade  dos nossos silêncios  Dos planos  se pegássemos um Jaú maceta  Esses dias vou pescar  Nunca mais vai ser Como a descida do barranco Perto do Caravela do Madeia  Beto Ramos de Oliveira 21/10/22