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Diz a lenda – Sem Rumo

Por: Beto Ramos
Porto Velho amanhece triste. Com peixes sem rumo quase morrendo afogados. Lágrimas nos olhos do rapaz, que lê a reportagem. Ele não sabe que o seu futuro, poderia custar o fim da piracema. Chegaram os matadores de histórias. Armas nas mãos. Máquinas, monstros fora de estrada que modificam tudo. Pobre rapaz! - Olha o peixe, do viveiro do futuro! O rio chora. - Mãe, me deixa pescar no rio? - Não, tá muito cheio com o banzeiro muito bravo! O pobre rapaz veio de longe e não tem noção da tristeza da cidade. Foi demitido, encontrando-se jogado lá no Campo 13 de Setembro. Ele quer o peixe para tirar gosto com cachaça. Pobre rapaz ajudou a destruir e quase foi destruído. - Mãe, o homem tá chorando lá no campo! - Ele quer voltar para casa meu filho! Pobre rapaz, o impacto o atingiu. O peixeiro segue vendendo o seu peixe de viveiro. Como o rapaz, os peixes do rio Madeira, estão sem rumo e definhando na natureza que lhes pertencia. Diz a lenda

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