Pular para o conteúdo principal

Dança diária

Vai o poder sem freio, imaginando ser o dono de tudo.
Segue no poder, quem anda no escuro.
E os vaga–lumes voam bem perto da porta fechada.
Poderia o poder ser dono da simpatia de muitos?
Uma pena que venda antipatia e demonstração de força.
Vai o poder, pequeno como o espaço fechado em que rufam os tambores que não chegam a perturbar a beleza da luz dos pequenos vaga-lumes.
Vai o poder, desejando comprar o talento e a criatividade por qualquer preço, oferecendo espaços sem arte, para que se faça apenas a arte de quem se entusiasma como um passageiro no poder.
Segue na dança quem pensa em si mesmo.
Uma luta diária.
Pequenas curvas de rio.
Vai o poder com palavras estranhas que fazem crescer a luz dos vaga- lumes.
Os pequenos vaga-lumes iluminam o que muitos desejam saber.
Mas quem desejaria saber da força que o poder imagina possuir?
Ele, o poder, é que ainda dita o que alguns poderiam fazer.
Mas, o poder é passageiro e poderia mudar de quatro em quatro anos.
As luzes dos vaga-lumes sempre estarão a iluminar a porta fechada.
Resta saber se elas realmente se abrirão um dia.
São duas portas em lugares diferentes.
Camicases da cultura que se jogam há muitas aventuras por valores que jamais valeriam uma história.
A porcentagem sobre a luz dos vaga-lumes não precisam ser cobradas.
A luz já nasce com os vaga-lumes.
Palavras sem sentido?
Com certeza não será um vaga-lume que acenderá o pavio do que muitos sabem, mas poucos desejam acreditar.


Diz a lenda

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CABARÉ DA ANGELA MARQUES - "PEGA FOGO CABARÉ!"

DUZENTOS E CINQUENTA EM QUATRO I

Os pesadelos não podem ofuscar nossos sonhos. Diante da inconsequência de quem resume a vida dos outros na sua prisão de lamentos, o que nos resta a fazer, é sair em retirada com a bandeira cinza da paz (dos covardes). Temer o presente é algo tão comum. Mas temer o futuro é algo surreal. É desvendar segredos que sempre ficam no batente da porta. Taciturno que sou, tenho medo do barulho dos outros. A poesia não deveria se acovardar. Mas os covardes são os que queimam as linhas da história, criando fantasias, onde o principal objetivo é fechar a porta de nossa cultura, sofrida, carente e que acredita em tudo. Oxalá que nos proteja! A alegria sempre chega. Nascem sorrisos. Pulsa vida diante de quadros quase impossível de resolvermos. Por mais insuportável que seja a situação, nos obrigamos a questionar situações impostas pelo destino. Não nos adiantaria ficar expostos entre luzes que ofuscam as nossas verdades. Sempre resta um sorriso... Qualquer... Feito de silêncio. Sempre nasc...

Vovô Aluízio

Então...  Durante uma década  pescávamos eu meu avô  no barranco  ali na descida  do Caravela do Madeira Eram quartas feiras  onde nos vestíamos de sol  Com os acessórios  de linha e anzóis  Vô Aluízio  fazia iscas feitas de alegria  Muito sorriso  e a alma cheia de igapó  Muitas vezes  pescávamos um monte caicos  Mandis Barbas chatas  Vez por outra mulher ingrata  Numa bela quarta feira  Vovô Aluízio desapareceu  do barranco para sempre  Foi fazer sua última pescaria  no lindo lago do andar de cima Tenho tanta saudade  dos nossos silêncios  Dos planos  se pegássemos um Jaú maceta  Esses dias vou pescar  Nunca mais vai ser Como a descida do barranco Perto do Caravela do Madeia  Beto Ramos de Oliveira 21/10/22