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Dança diária

Vai o poder sem freio, imaginando ser o dono de tudo.
Segue no poder, quem anda no escuro.
E os vaga–lumes voam bem perto da porta fechada.
Poderia o poder ser dono da simpatia de muitos?
Uma pena que venda antipatia e demonstração de força.
Vai o poder, pequeno como o espaço fechado em que rufam os tambores que não chegam a perturbar a beleza da luz dos pequenos vaga-lumes.
Vai o poder, desejando comprar o talento e a criatividade por qualquer preço, oferecendo espaços sem arte, para que se faça apenas a arte de quem se entusiasma como um passageiro no poder.
Segue na dança quem pensa em si mesmo.
Uma luta diária.
Pequenas curvas de rio.
Vai o poder com palavras estranhas que fazem crescer a luz dos vaga- lumes.
Os pequenos vaga-lumes iluminam o que muitos desejam saber.
Mas quem desejaria saber da força que o poder imagina possuir?
Ele, o poder, é que ainda dita o que alguns poderiam fazer.
Mas, o poder é passageiro e poderia mudar de quatro em quatro anos.
As luzes dos vaga-lumes sempre estarão a iluminar a porta fechada.
Resta saber se elas realmente se abrirão um dia.
São duas portas em lugares diferentes.
Camicases da cultura que se jogam há muitas aventuras por valores que jamais valeriam uma história.
A porcentagem sobre a luz dos vaga-lumes não precisam ser cobradas.
A luz já nasce com os vaga-lumes.
Palavras sem sentido?
Com certeza não será um vaga-lume que acenderá o pavio do que muitos sabem, mas poucos desejam acreditar.


Diz a lenda

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