sábado, 8 de janeiro de 2011

Diz a lenda - Um segundo

Por: Beto Ramos





Viveria apenas um segundo, se em teus braços pudesse sempre respirar.

Existiria então a criatividade dos meus olhos dentro do brilho do teu horizonte.

Profunda grandeza de versos estranhos e sem vida.

Doce loucura de palavras feitas para desagradar e dar força a quem compreende para crescer.

Palavras bonitas nascem aqui e ali.

Meras palavras são seres esquálidos que ficam pelos cantos lamentando a sorte que lhes bateu a porta e não pode cumprimentá-los.

Triste lamento dos poetas que outrora sabiam da morte certa apenas por ilusão.

Viveria apenas um segundo se os teus braços pudessem me alcançar por onde eu for.

Eu, morto e sem palavras diante de um velho livro com páginas rasgadas.

E neste meu segundo de vida, estenderia os meus braços e te abraçaria meu Porto Velho do velho querida.

Então consertaria o livro rasgado, e junto dele navegaria no teu barrento Rio Madeira, sem rumo, apenas para contrariar a minha paixão que és tu minha terra querida.



Diz a lenda

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