Pular para o conteúdo principal

Cultura viva

Diz a lenda que a cultura está viva em Porto Velho.
Respirando sem aparelhos e caminhando a passos largos em busca de uma realidade, que com certeza incomodará uma estrela solitária no céu azul da nossa capital beradeira. O aparecimento de novos articulistas é coisa fundamental para o fortalecimento das forças que levam tantas pessoas a lutarem por um espaço, por investimentos, por apoio de quem quer que seja. Diz a lenda que a cultura é de todos, e não de um grupo que insiste em compreender algo, que não estão ajudando a construir. Não podemos perder a nossa identidade beradeira, e nem tão pouco nos deixar levar por culturas industrializadas que não possuem a cara da nossa gente, dos nossos bairros e dos nossos artistas. Os cidadãos têm direitos culturais assegurados pelo ordenamento jurídico brasileiro. Alguns deles são os de participar da vida cultural, ter acesso aos bens culturais e as fontes de cultura, ter respeitada a identidade, a diversidade e a liberdade cultural. Também tem direito a conhecer a própria história e a de seu povo, de saber e participar das decisões que afetem os bens culturais. Tomar decisões sem consultar determinados setores da cultura é querer sair pelas portas do fundo da história. E nós estamos aqui como arengueiros de plantão, para buscar um melhor relacionamento com determinados setores que administram a cultura do antigo Porto do Velho. Devemos buscar manter e desenvolver a nossa identidade cultural, respeitar as manifestações artísticas culturais. Dar espaço e não podar o espaço da nossa cultura beradeira. Precisamos nos unir e de braços dados fazer acontecer. Diz a lenda que a cultura viva esta mais viva do que nunca em nossa capital.


Beto Ramos – Fotografo e Restaurador de imagens antigas.

betoramospvh@hotmail.com

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CABARÉ DA ANGELA MARQUES - "PEGA FOGO CABARÉ!"

DUZENTOS E CINQUENTA EM QUATRO I

Os pesadelos não podem ofuscar nossos sonhos. Diante da inconsequência de quem resume a vida dos outros na sua prisão de lamentos, o que nos resta a fazer, é sair em retirada com a bandeira cinza da paz (dos covardes). Temer o presente é algo tão comum. Mas temer o futuro é algo surreal. É desvendar segredos que sempre ficam no batente da porta. Taciturno que sou, tenho medo do barulho dos outros. A poesia não deveria se acovardar. Mas os covardes são os que queimam as linhas da história, criando fantasias, onde o principal objetivo é fechar a porta de nossa cultura, sofrida, carente e que acredita em tudo. Oxalá que nos proteja! A alegria sempre chega. Nascem sorrisos. Pulsa vida diante de quadros quase impossível de resolvermos. Por mais insuportável que seja a situação, nos obrigamos a questionar situações impostas pelo destino. Não nos adiantaria ficar expostos entre luzes que ofuscam as nossas verdades. Sempre resta um sorriso... Qualquer... Feito de silêncio. Sempre nasc...

Vovô Aluízio

Então...  Durante uma década  pescávamos eu meu avô  no barranco  ali na descida  do Caravela do Madeira Eram quartas feiras  onde nos vestíamos de sol  Com os acessórios  de linha e anzóis  Vô Aluízio  fazia iscas feitas de alegria  Muito sorriso  e a alma cheia de igapó  Muitas vezes  pescávamos um monte caicos  Mandis Barbas chatas  Vez por outra mulher ingrata  Numa bela quarta feira  Vovô Aluízio desapareceu  do barranco para sempre  Foi fazer sua última pescaria  no lindo lago do andar de cima Tenho tanta saudade  dos nossos silêncios  Dos planos  se pegássemos um Jaú maceta  Esses dias vou pescar  Nunca mais vai ser Como a descida do barranco Perto do Caravela do Madeia  Beto Ramos de Oliveira 21/10/22