Uma fotografia, qualquer que seja, tem a capacidade de nos colocar diante de um enigma temporal. Tão logo vemos uma fotografia de imediato somos tomados por uma série de questões. Quem? Quando? Onde? Porque? A imagem, soberana, a nada, ou quase nada, nos responde. A fotografia questiona, faz pensar. As chaves para decifrar seus enigmas são todas as que o leitor for capaz de encontrar. Uma fotografia é uma gama imensa de possibilidades de interpretações. O certo é o incerto. Logo, a fotografia é a linguagem mais ligada à imaginação que à razão. A fotografia é a representação de algum momento passado. Tão logo acabamos de dar um clic na máquina, a cena que víamos já foi tragada pelo tempo. Dessa forma devemos pensar que a fotografia é a linguagem que só existe enquanto narrativa de algo que já passou, já morreu. O que são essas imagens que vemos impressas em papel fotográfico, meio amareladas numa caixa de sapato dentro do guarda-roupas ou organizadas em álbuns? Que imagens são essas cap...
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