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Ali no canto direito do palco do Mercado Cultural,
uma figura meio as sombras sorria como se a sua
alegria contagiasse o público presente.
A Trinca de Reis se apresentado, e ele observando...
seu nome Babá.
E os olhos do público jamais poderiam ver maior
demonstração de amor a Porto Velho.
Pedindo licença ao chefe do céu,
ele veio para prestigiar grande acontecimento.
O Ernesto, Silvio e bainha ali na maior alegria,
e o negão ali sem poder soltar o vozeirão.
Quando o Silvio sentou-se à mesa no canto do palco,
ele o acompanhou com a mão no rosto,
sorrindo sempre, e os olhos brilhando.
Mas, muitos também passaram no palco
sem que as pessoas presentes percebessem.
Moradores antigos,
velhos poetas,
gente do teatro,
O amigo do Silvio que está em coma.
E um pedaço do céu estava em festa...
bem... a parte do céu lá do fundão,
da batucada, da encenação.
E o Babá ali esperando a vez,
sem poder participar.
E aquele ambiente tornou-se
um local de Deus na terra do diabo.
Até o Jango estava lá.
Os velhos seresteiros,
os feirantes,
prostitutas,
mendigos...
E o Babá.
Até o meu pai
o Buchudo estava lá,
louco para tomar uns tragos.
Dia de festa...
de alegria e sorrisos.
Apenas eu vi isso.
E depois que o Mercado fechou as portas,
a festa continuou até de manhã.
Garanto uma coisa, depois da festança,
o céu abriu filial
no mercado Cultural.
E o Babá participou
e ninguém viu.

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